Saldo de empregos tem recuperação

Lentamente, a economia do Amazonas começa a demonstrar aquecimento. É o que apontam os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na quinta-feira (16), pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Conforme o levantamento, em julho, o saldo de empregos celetistas do Estado foi de 1.883 postos de trabalho, uma recuperação de 17,4% em relação ao mês anterior.
A evolução foi puxada principalmente pela indústria e pelo comércio, segmentos que, após uma crise que se arrasta desde o início do ano, começam a dar sinais de vitalidade no segundo semestre.
Com saldo positivo de 820 empregos, o setor industrial anotou acréscimo de 49,1% frente a junho, enquanto o comércio que, havia demitido 347 funcionários em junho, no mês seguinte contratou 514 trabalhadores.
Na comparação mês a mês, apenas o setor de serviços (+350 postos) e da construção civil (+99 postos) registraram retração de 71,8% e 18,8%, respectivamente.
“As contratações representam um bom sinal, mas não uma melhora do quadro, principalmente da indústria”, destacou o titular da SRTE-AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas), Dermilson Chagas.
Segundo ele, a chegada do segundo semestre -historicamente melhor em relação ao primeiro- e os reflexos da injeção de R$ 141 milhões referentes à primeira parcela do 13º salário de servidores municipais e estaduais, foram os fatores que deram ânimo e estimularam essas contratações. “No entanto, o ritmo da produção industrial continua lento”, lembrou.
O presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus), Athaydes Mariano Félix, afirma que já se verifica uma estabilidade nas demissões da indústria de duas rodas, principal afetada pela crise econômica este ano. “Estabilizamos. Os empresários continuam segurando ao máximo para não demitir com diversas estratégicas como férias coletivas e acordos de suspensão de trabalho, mas essas admissões ainda não podem ser atribuídas ao nosso setor e sim a outros segmentos como o eletroeletrônico, que começa a produzir para o Dia das Crianças e posteriormente para o Natal”, avaliou.
De acordo com o Caged, a indústria metalúrgica finalizou julho com saldo negativo de 19 empregos e o setor de duas rodas ainda demitiu 170 trabalhadores. Enquanto isso, a indústria eletroeletrônica admitiu 475 pessoas no mesmo período.
Apesar dos números favoráveis, o presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Celso Piacentini, não comemora. “As admissões são referentes ao Nata, mas não registramos nenhuma melhora no quadro para o nosso segmento. Está tudo parado ainda”, lamentou.
Segundo o dirigente como a melhora é sazonal, o saldo de empregos vai continuar alto em agosto, seguir estável até outubro e depois voltar a cair.
Já no comércio, a expectativa é de crescimento gradual até dezembro. De acordo com o vice-presidente da Fecomercio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, apesar de fatores negativos como o quadro econômico desfavorável do país em 2012, o efeito de greves como a da Receita Federal e o ano político, a expectativa ainda é de crescimento de 6% a 6,5% este ano.
“Faltam apenas quatro meses para o final do ano e a nossa expectativa, tanto para o comércio como para a indústria é de saldo positivo e condições para que o empresariado possa contratar”, emendou Dermilson Chagas.

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