Saldo de empregos cresce no Amazonas em maio

O saldo de empregos com carteira assinada cresceu pelo terceiro mês seguido, no Amazonas, entre abril e maio. No total, foram criados 3.843 postos de trabalho celetistas, gerando alta de 0,90% na variação mensal, dada a predominância das admissões (+15.537) sobre os desligamentos (-11.694). Foi um resultado superior ao registrado no mês passado (+0,46% e +1.952) e o saldo mais elevado desde novembro de 2020 (+5.436). Os acréscimos se concentraram principalmente em Manaus (+3.566) e foram novamente puxados por comércio e serviços.

O desempenho do Amazonas seguiu com menor velocidade do que a média da região Norte (+0,96%), embora tenha batido com folga a média nacional (+0,70%). Com a performance positiva de maio, o Estado conseguiu se manter no azul nos saldos dos acumulados do ano (+1,86% e +7.838) e dos últimos 12 meses (+8,48% e +33.510). Com isso, o estoque – que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos – registrado no mês passado foi de 430.083 ocupações formais. Os números estão na mais recente edição do “Novo Caged”, divulgada pelo Ministério da Economia, nesta quinta (1º).

A mesma base de dados informa que o Brasil apresentou saldo de 280.666 empregos celetistas, em maio, em decorrência de um novo predomínio das contratações (1.548.715) sobre as demissões (1.268.049). O resultado foi melhor do que os de abril (+120.935) e de março (+184.140), mas ficou aquém da marca de fevereiro (+401.639). No acumulado de 2021, foram criadas 1.247.733 vagas (+3,17%), com a entrada de 7.760.176 trabalhadores e a saída de outros 6.512.443. O estoque do mês passado contabilizou 40.596.340 vínculos empregatícios em todo o país. 

Serviços e comércio

Todos os cinco setores econômicos listados no Amazonas pelo “Novo Caged” conseguiram saldos positivos, na passagem de abril para maio. Em números absolutos, o melhor dado veio dos serviços, que abriu 1.710 novas vagas celetistas, gerando acréscimo de 0,90% em relação ao estoque anterior. A maior parte veio das atividades administrativas e serviços complementares (+1,06% e +626 ocupações) e transporte, armazenagem e correios (+0,91% e +287), entre outros.

No mês do Dia das Mães, o comércio veio em segundo lugar na criação de vagas (+1.196), embora tenha registrado a maior variação proporcional (+1,18%). Os resultados foram melhores no varejo (+1,35% e 1.037) do que no atacado (+0,68% e +116). A indústria (+0,63% e +678), por outro lado, veio em terceiro lugar, com destaque positivo para as indústrias de transformação (+0,66% e +654), e negativo para o segmento de eletricidade e gás (-0,46% e -14). Construção (+1,03% e +231) e agropecuária (+0,84% e +28) ocuparam as colocações seguintes.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o melhor desempenho em termos de criação de vagas formais no mercado de trabalho do Amazonas vem do setor de serviços (+1,94% e +3.639). Foi seguido por indústria (+2,57% e +2.733) e construção (+3,61% e +789). Depois de amargar quatro meses de eliminação de empregos, o comércio retornou ao campo positivo e já aparece na quarta posição (+0,57% e +575), seguido pela agropecuária (+3,15% e +102).

Sazonalidade e chuvas

No entendimento do presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado Amazonas), Aderson Frota, os números do “Novo Caged” confirmam que o Estado segue em ritmo gradual de recuperação econômica. O dirigente destaca que, somados, os setores de comércio e serviços responderam por 75% da oferta de novas vagas celetistas no Amazonas, no quinto mês deste ano. Para ele, a tendência ainda é de crescimento especialmente pela sazonalidade e redução da incidência de chuvas. 

“Aos poucos, a gente vai percebendo que a atividade econômica vai se desenvolvendo e ganhando mais pujança. Uma das formas da gente medir essa retomada é exatamente na criação de postos de trabalho. Isso nos dá a demonstração de vigor que a economia começa a experimentar, após essa difícil onda de pandemia que vivenciamos, e nos deixa mais otimistas. Estamos ganhando massa muscular nas vendas do varejo e, acima de tudo, temos de nos preparar para este segundo semestre, que será muito melhor que o primeiro”, afiançou.

Desabastecimento e recuperação

Já o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, assinala que, a despeito da pandemia e das cheias, assim como as dificuldades de fornecimento de insumos para os fabricantes de componentes e de bens finais do PIM, a indústria incentivada de Manaus vem apresentando um desempenho positivo e que poderia ainda ser melhor. Embora se diga otimista para os próximos meses, o dirigente não arrisca afirmar que o setor está em crescimento, mas “em recuperação”.

“As empresas ainda estão trabalhando abaixo de sua capacidade instalada e ainda existe uma demanda insatisfeita, em virtude do desabastecimento de partes e peças que se estende por toda a cadeia. De qualquer forma, apesar das dificuldades, teremos um ano melhor. Vemos uma melhora no quadro da pandemia e maior união entre governo de Estado, prefeitura, Suframa e entidades, inclusive na defesa da ZFM. Esperamos uma recuperação no nível de produção, que deve se refletir na recomposição da mão de obra”, arrematou.   

Foto/Destaque: Divulgação

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