Saldo de empregos avança nas MPEs em junho

O saldo de empregos com carteira assinada das MPEs (micro e pequenas empresas do Amazonas) foi de 2.992, na passagem de maio para junho, o equivalente a 55,17% dos vagas formais geradas pelo Estado, no mesmo período (+5.423). Com isso, os pequenos negócios amazonenses apresentaram média de 19,46 novos postos de trabalho celetistas a cada mil já existentes, superando as marcas anteriores, situando o Estado na quinta posição do ranking nacional.

No semestre o saldo das MPEs amazonenses (9.259) respondeu por 72,43% dos postos de trabalho celetistas gerados no Amazonas (12.783), no mesmo acumulado. Em um cenário impactado pelos meses de segunda onda, a média de 60,23 empregos por milhar situou o Estado na 16ª posição, em todo o Brasil. É o que revela o mais recente boletim mensal do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa), embasado nos dados do ‘Novo Caged’ (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O desempenho de junho foi melhor do que os registrados em abril (+2.473), março (+2.002), fevereiro (-897) e janeiro (-332), mas  ficou aquém do dado de maio (+3.021). Além de segurar o acumulado do ano no azul para as MPEs, o desempenho superou com folga o saldo negativo apresentado no mesmo acumulado de 2020 (-4.898) – ainda arranhado pelos impactos da primeira onda. Na média nacional, os pequenos negócios responderam por 70% dos postos de trabalho (1.072.209), nos seis meses iniciais do ano, também ficando muito acima de 2020 (-771.461).

As médias e grandes empresas do Amazonas também avançaram em junho (+2.435) e nos seis primeiros meses de 2021 (+3.490), respondendo por 44,90% do saldo do Estado, no primeiro cenário, e por 27,30%, no segundo. A comparação do primeiro semestre de 2021 com igual intervalo de 2020 – quando as MGEs amargaram eliminação de 11.984 ocupações – mostra panorama bem melhor para os negócios de maior porte, neste ano. A administração pública, por sua vez, amargou corte de 5 empregos, na variação mensal, e criação de 38 vagas, no acumulado. 

Na média brasileira, as micro e pequenas empresas também seguem encabeçando a geração de empregos, respondendo por 70% do total contabilizado em junho (216.396). As médias e grandes Empresas tiveram números positivos pelo sexto mês consecutivo e contribuíram com 21,9% (67.945) dos postos de trabalho formais do período. A administração pública gerou os empregos restantes (644). No acumulado, os números respectivos por rubrica foram 1.072.209, 343.907 e 16.270.

Serviços e comércio

O setor de serviços foi o que mais puxou a abertura de empregos nas micro e pequenas empresas do Amazonas, com 1.323 novas vagas – em paralelo com um acréscimo de 546 ocupações, nas médias e grandes. Foi seguida pelo comércio (+788) – que gerou apenas 134 empregos nas companhias de maior porte. Na sequência vieram indústria de transformação (+536), construção (+318) e agropecuária (+24) e serviços de utilidade pública (+10) – contra +1.208, +455, +34 e +42, respectivamente, nas MGEs. 

Em relação ao saldo total do semestre, as contratações das micro e pequenas empresas amazonenses também foram impulsionadas pelos serviços (+4.047), mas a indústria de transformação (+2.281) veio na segunda posição. Foram seguidos por comércio (+2.048), construção (+794) e agropecuária (+90) e SIUP (+6). As MGEs, por sua vez, pontuaram saldos respectivos de +1.314, +1.779, -745, +874, +61 e +143. 

“Observa-se, pela análise das séries históricas e por classificação do empregador, que o perfil de contratação de junho de 2021 se assemelha ao perfil de contratação do período, entre agosto e novembro de 2020. Esses quatro meses de 2020 foram os meses com maior aceleração no número de contratações. Os setores de Serviço e Comércio continuam ocupando as primeiras posições de maiores contratações”, assinalou o Sebrae nacional, no texto de divulgação da pesquisa.

“Tendência de estabilização”

A gerente da unidade de Gestão e Estratégia do Sebrae-AM, Socorro Correa, lembra que, nos últimos 12 meses, 2 milhões de empregos foram gerados por empresas de micro e pequeno porte em todo o país, sendo responsáveis por 72% do total (2,9 milhões). Em paralelo, prossegue a dirigente, o Amazonas vem apresentando saldos positivos consecutivos, depois sofrer um período de baixo rendimento celetista, ocorrido entre dezembro de 2020 e abril de 2021.

Socorro Correa explica que as contratações estão vindo principalmente de serviços e comércio, porque estes foram os setores que, no âmbito das micro e pequenas empresas, foram os primeiros a sentir o impacto da crise e os que mais demitiram. A executiva ressalva que a recuperação relativa do consumo puxou a demanda por mão de obra, em paralelo com a melhora no processo de imunização da população, mas alerta que essa dinâmica tende a perder força, nos próximos meses. 

“Isso demonstra que a economia está aquecida e o empresariado confiante no futuro. Com certeza, a vacinação contribuiu para a expansão dos empregos nos meses de maio e junho, com destaque para as atividades do comércio e de prestação de serviços. A expectativa para os próximos meses é de estabilização, após um leve crescimento. A partir disso, o aumento da demanda por mão de obra somente ocorrerá com destaque nos casos de investimento, vindo de entrada de novas empresas no mercado, ou da ampliação das existentes”, finalizou.

Foto/Destaque: Divulgação

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