Este é o pior resultado no acumulado dos cinco primeiros meses do ano da série histórica, desde o início da coleta no ano de 1993

Após registrar deficit histórico em abril, a balança comercial brasileira, que mostra a diferença entre as importações e as exportações do país, voltou ao azul em maio.
O saldo positivo, no entanto, ficou em apenas US$ 760 milhões, resultado 74,3% inferior ao obtido há um ano.
O rombo foi inflado pelo impacto contábil de importações de combustíveis feitas pela Petrobras em 2012 e que não foram contabilizadas no saldo comercial do ano passado.
Os dados foram divulgados hoje pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
No mês anterior, o deficit havia ficado em US$ 994 milhões, o pior já registrado para um mês de abril desde o início da série histórica, em 1993.
Na parcial dos cinco meses deste ano, segundo o Ministério do Desenvolvimento, a balança comercial acumula um déficit de US$ 5,392 bilhões, ante um superávit de US$ 6,261 bilhões em igual período do ano passado.
De acordo com os dados do ministério, este é o pior resultado no acumulado dos cinco primeiros meses do ano da série histórica, que tem início em 1993.
Em todo o ano de 2012, o superávit da balança comercial brasileira somou US$ 19,43 bilhões, o menor saldo positivo em dez anos. Com isso, o superávit da balança comercial registrou queda de 34,7% em relação ao ano de 2011, quando o superávit totalizou US$ 29,79 bilhões.
Expectativa para 2013
Para 2013, ano que ainda será influenciado pelos efeitos da crise financeira internacional e pela concorrência acirrada pelos mercados que ainda registram crescimento econômico – como é o caso do Brasil –, os economistas dos bancos acreditam que o valor do superávit da balança comercial (exportações menos importações) registrará nova queda, atingindo cerca de US$ 8,3 bilhões.
O Banco Central, por sua vez, projeta um superávit da balança comercial de US$ 15 bilhões para 2013, com exportações de US$ 264 bilhões e importações de US$ 249 bilhões.

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