16 de abril de 2021

Salários não acompanham faturamento

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, que vai pedir 17% de reajuste na campanha salarial deste ano, média salarial é a 4ª mais baixa do país

Embora o ritmo da produção industrial amazonense esteja “bombando”, como chegou a declarar a titular da Suframa, Flávia Grosso, os trabalhadores do PIM não podem dar o mesmo ‘elogio’ aos seus salários.
Conforme indicadores da autarquia, dos cinco segmentos com maior contribuição no faturamento do PIM, que nos primeiros cinco meses de 2011 (US$ 16.33 bilhões), cresceu 22,85% , a relação salário com mão de obra ocupada do setor metalúrgico foi a menor, com US$ 822,12.
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas, Waldemir Santana, a média salarial do Estado é de R$ 1.400, a quarta mais baixa do Brasil. “Por mais que as empresas recebam incentivos fiscais, pagam um preço mínimo para seus funcionários”, ponderou.
Contudo, os dados da Confederação Nacional dos Metalúrgicos apontam que até maio a Região Norte foi a que apresentou maior alta nas contratações (.+ 10,4%), acima da média nacional de 3,5%. O Amazonas conseguiu o maior acréscimo: 12,3%.
Como base para atender a demanda de polos eletroeletrônico, que responde por 32,12% do faturamento acumulado (US$ 5.25 bilhões), e de duas rodas (US$ 3.72 bilhões), o sindicato pretende realizar uma campanha no dia 28 para aumentar a quantia recebida.
No Grande ABC, com média salarial ‘invejável’, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sérgio Nobre, afirma que uma das diferenças se deve à maior qualificação dos trabalhadores da região, assim como a menor rotatividade da mão de obra na região. Mas, em junho, de acordo com informações do Caged (Cadastro Geral de Trabalhadores), a taxa de rotatividade na indústria em geral do Amazonas foi de 2,58%, enquanto na de São Paulo foi de 3,22%.
A média salarial dos brasileiros que trabalham na atividade é de R$ 1.809,91. Por isso, de acordo com Santana, há uma proposta de reajustar em 17% a cifra amazonense, cujo menor piso é de R$ 1.060.

Benefícios sociais

O presidente do sindicato patronal, Athaydes Félix, argumenta que as indústrias já estão negociando esse valor e que os salários “não estão fora do padrão” em comparação ao restante do país. “A Honda, por exemplo, destina uma média de R$ 1.800”, afirmou, ressaltando que, além do mais, os empreendimentos do Estado concedem benefícios como cesta básica, tratamento odontológico, que, segundo ele, inexistem em alguns estabelecimentos de outras cidades.

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