Safra nacional estima alta de 14%

A sétima estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, para 2007, realizada pelo LSPA (Levantamento Sistemático de Produção Agrícola) prevê uma produção de 133,4 milhões de toneladas, maior 14,0% que a informada em 2006 (117,0 milhões de toneladas) e superior em apenas 445 toneladas à estimativa do mês anterior.
A soja (58,2 milhões de toneladas) e o milho 1ª e 2ª safras (51,7 milhões de toneladas) representam 82,5% do total produzido de cereais, leguminosas e oleaginosas. Comparativamente à safra anterior, estes produtos apresentam acréscimos de 11,2% e 21,3%, respectivamente.
O comparativo da área cultivada nesta safra, em relação à colhida na anterior, é inferior 0,4% situando-se em 45,4 milhões de hectares. As culturas que registram as maiores áreas plantadas, em 2007, são a soja (20,6 milhões de hectares) e o milho 1ª e 2ª safras (13,7 milhões de hectares). O volume de cereais, leguminosas e oleaginosas está assim distribuída: região Sul, 60,1 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 44,2 milhões de toneladas; Sudeste, 15,9 milhões de toneladas; Nordeste, 10,2 milhões de toneladas e Norte, 3,0 milhões de toneladas.
Com base nos levantamentos realizados em julho, destacam-se as variações nas estimativas de produção, em relação a junho, dos seguintes produtos: aveia em grão (+1,6%), batata-inglesa 2ª safra (-3,4%), cevada em grão 1ª safra (-2,2%), feijão em grão 2ª safra (-5,5%), mamona em baga (-15,5%) e trigo em grão(+3,6%).
Para a aveia em grão, o acréscimo observado foi decorrente do incremento de 2,9% registrado no Rio Grande do Sul e deve-se à reavaliações no rendimento médio do produto no Estado.
A redução de 3,4% na produção nacional da batata-inglesa em 2ª safra decorre de reavaliações no Estado do Paraná, onde a produção caiu 19,7% em função de períodos de estiagem no início do ciclo da cultura, assim como devido às geadas ocorridas em fases mais adiantadas das lavouras.
A queda de 2,2% da cevada deve-se basicamente à menor área cultivada no Rio Grande do Sul (-7,4%), onde as expectativas de penalizações, quando da classificação do produto nas maltarias, ocorridas em anos anteriores, desestimularam os produtores gaúchos.

Feijão sofre queda de 5%

Para o feijão em grão 2ª safra a queda de 5,5% na produção foi motivada pelas reduções observadas, especialmente, na Paraíba (31,9%) em face da estiagem e na Bahia (10,1%) devido à substituição do produto pelo milho, notadamente, nos municípios de Adustina e Paripiranga. Essa troca reflete a expectativa de bons preços do produto no mercado internacional, como consequência da diminuição da oferta norte-americana, tendo em vista que a destinação de parte da produção de milho dos EUA será voltada para atender à demanda interna da produção de etanol.
Quanto à mamona em baga a diminuição de 15,5% na safra nacional deve-se à forte estiagem verificada na Bahia (-19,1%), principal centro produtor. Finalmente, para o trigo, a atual estimativa de produção de 4,1 milhões de toneladas registra um crescimento de 3,6%. Esse aumento é resultado de reavaliações na área por ocasião da conclusão do plantio no Rio Grande do Sul neste período.
Dentre os 25 produtos analisados, 17 apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (30,5%), amendoim em casca 2ª safra (19,0%), batata-inglesa 1ª safra (22,6%), batata-inglesa 2ª safra (4,4%), cacau em amêndoa (14,7%), cana-de-açúcar (12,9%), cebola (4,2%), cevada em grão (38,2%), feijão em grão 1ª safra (15,9%), laranja (1,1%), mamona em baga (2,4%), mandioca (2,9%), milho em grão 1ª safra (15,2%), milho em grão 2ª safra (38,3%), soja em grão (11,2%), trigo em grão (66,3%) e triticale (4,0%). Com variação negativa: amendoim em casca 1ª safra (10,2%), arroz em casca (4,0%), aveia em grão (36,1%), batata-inglesa 3ª safra (2,1%), café em grão (15,0%) e feijão em grão 2ª safra (17,5%).

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