Safra deve chegar a 10 toneladas

Todo cacau produzido no interior do Amazonas é exportado para a Alemanha. A afirmação é do presidente da Cooperar (Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus), Alexandre Carvalho Lins, que recebe nesta semana uma comissão da empresa alemã de chocolates Hachez que deve visitar as plantações dos municípios de Boca do Acre, Pauini e Lábrea. A safra deste ano deve ultrapassar 10 toneladas, o que pode render mais de R$ 120 mil aos pequenos produtores.
Além do empresário Wolf Kropp-Büttner e de membros da cooperativa, também estão presentes representantes do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Ceplac (Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira), Giz (Cooperaçao Técnica Alemã) e OCB-Sescoop/AM (Organização das Cooperativas do Amazonas).
Segundo o titular da cooperativa, a visita deve-se ao acompanhamento feito anualmente da safra –que deve chegar a dez toneladas em 2013. “A inspeção do dono da empresa acontece todos os anos, desde que o contrato foi fechado com a Hachez, em 2006”, comenta. Além disso, o grupo discute a possibilidade de implantação de um novo projeto de gestão e organização pessoal, a fim de fortalecer a cooperativa e seu potencial mercadológico.
A produção anual em 2012 chegou a marca de oito toneladas, o que representa um número baixo quando comparado ao recorde – alcançado em 2008 – que ultrapassou 42 toneladas colhidas. De acordo com Lins, essa foi a maior arrecadação já obtida pelos cooperados, com um total de R$ 550 mil.
“Ainda não se sabe do que depende a variação da safra, se de fatores climáticos, ou solo, mas é daí que conseguimos nos planejar e prover matéria-prima para a indústria alemã”, disse Lins.
Levando em consideração que o preço estabelecido para o quilo de cacau seja de R$ 12,00, cada tonelada deve garantir R$ 12 mil, totalizando um lucro total de R$ 120 mil em 2013.
Além do cacau, Lins adianta que tem outros negócios em vista para a Amazônia, como a instalação de uma usina de óleos vegetais. “A produção de óleos de tucumã, andiroba e copaíba, assim como o cacau, também seria focada direcionalmente para o mercado internacional, em especial para Alemanha, França e Japão”, diz. O total de investimento seria de R$ 1,5 milhão em recursos próprios e financiamento.

Cooperativismo

A Cooperar nasceu em 2003 e o projeto para exportação surgiu em 2005, mas foi em 2006 que, efetivamente, a exportação iniciou. Passando por três municípios e mais de 100 comunidades às margens do rio Purus, a Cooperar conta com 300 cooperados e deve ganhar, agora, novos moldes, com o apoio do Sistema OCB-Sescoop/ AM. “Nosso foco é ajudar a prover a organização social daquela entidade, oferecendo cursos de capacitação, de gerenciamento”, afirmou o presidente do Sistema, Petrucio Magalhaes Júnior.

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