Não temos dúvida de que os países saberão captar as lições que a atual epidemia vem causando à saúde do ser humano, às empresas, aos desempregados e aos demais que vão sobrevivendo às adversidades do cotidiano. Porém, no que tange ao nosso País, cujo governo fora colocado em primeiro lugar no combate ao coronavírus, há motivos para se comemorar uma vez que todas as instituições vêm fazendo sua parte: o Judiciário acaba  de destinar 2,5 bilhões de reais oriundos da corrupção e recuperados pela LAVA-JATO para a saúde e o magistrado da 4ª Vara Federal Cível de Brasília acabara de bloquear os valores do fundo eleitoral e partidário, colocando-os à disposição do combate ao coronavírus; tendo salientado que “o sacrifício é de todos; ninguém pode ser poupado muito menos os mais poderosos”. Infelizmente, referida decisão fora suspensa por decisão do Des. Carlos Moreira Alves do TRF da 1ª Região, para quem as medidas de combate à pandemia devem ser levadas a efeito mediante ações coordenadas por todos os órgãos públicos… Registre-se, ainda , que  a Justiça Federal da Paraíba e do Mato Grosso também já mandaram destinar os valores recuperados à saúde.

Porém, preocupa-nos muito mais as consequências que advirão para a já combalida economia cujos desastres a nível mundial são de proporções desconhecidas. Mas com a aprovação do “orçamento de guerra” as expectativas são melhores na medida em que o objetivo é salvar vidas e oferecer ao setor produtivo, ao comércio e aos prestadores de serviços condições de virem a operar rapidamente. Sobreviver é aspecto momentâneo, na medida em que só o retorno à normalidade irá trazer dias melhores.

Hoje deparamos com um cenário preocupante, onde os brasileiros se isolaram em suas residências, tendo o comércio sofrido uma queda de 16,2% nas vendas; o maior tombo desde o ano de 2000. As medidas adotadas para evitar quebradeira de empresas e demissões; protegendo empregos não passam de paliativos momentâneos, eis que só irão postergar os problemas de hoje. Os estragos no segmento do comércio foram enormes e suas proporções ainda são desconhecidas. Por isso, o governo federal se encontra no que se chama de “sinuca de bico”: se tentar agora reanimar a economia poderá sacrificar vidas, mas se não o fizer aos poucos advirá o caos. Como não se sabe a duração da epidemia teremos que a liberação das pessoas dar-se-á com a cautela que se exige, mas com o bom senso acima de tudo. Porém, de uma coisa temos certeza: o mundo nunca mais será o mesmo; enquanto o ser humano carregará em sua memória a marca da superação.

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ter sido superado. Por isso, o mundo será mais humano, com raras exceções, uma vez que deverá ser como nunca fora antes. E, nós, brasileiros de coração, defenderemos nossa Nação e não este ou aquele partido, muito menos os bandidos oportunistas que se corrompem em plena luz do dia.

Bolsonaro fora claro ao reafirmar que é de responsabilidade dos governadores a adoção de medidas de isolamento social; os mesmos governadores que já receberam auxílio do caixa da União e um dia deverão  prestar contas; sendo inócua a decisão do ministro do STF. Assim, não custa relembrar que o sábio defende seu País, ou seja, seu povo, o tolo defende seu partido e o corrupto defende seu bandido. Por isso, é de se estranhar que os derrotados nas urnas já reconheçam que: “quarentena por corona vírus  afrouxa em todas as capitais do País”. A vontade é do povo e não de autoridades poderosas que nenhum sacrifício fazem a não ser tentar dilapidar os cofres da União como Maia tenta fazer com um “Projeto Bomba” de suposto auxílio a Estados já endividados acima de suas capacidades de endividamento que é de 8% da receita de cada um e que em abril e maio será de quase ZERO por se encontrar o comércio fechado. 

Vê-se que desejam os socialistas liquidar com o dinheiro da União, ou seja, o nosso dinheiro, não passando de seres abomináveis e antipatriotas. A todos que tentam aprovar o referido Projeto com as alterações nosso repúdio pelo desserviço que prestam à Nação.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é ex- Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 – OAB/AM A-29

Fonte: Alfredo Andrade

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