Rússia quer criar gigante de fertilizantes

A Rússia deverá dar nesta semana o primeiro passo para se tornar um gigante mundial de fertilizantes, criando a primeira grande empresa nacional desde a consolidação do setor energético do país, em meados dos anos 2000

A Rússia deverá dar nesta semana o primeiro passo para se tornar um gigante mundial de fertilizantes, criando a primeira grande empresa nacional desde a consolidação do setor energético do país, em meados dos anos 2000
Suleiman Kerimov, oligarga próximo ao Kremlin, deverá assumir o controle da Silvinit, o maior produtor de potássio da Rússia, para, então, fazer a fusão com a Uralkali, outro grande produtor do metal. Kerimov adquiriu recentemente o controle da Uralkali, que é listada na bolsa de Londres.
Fusão – Segundo o banco de investimentos russo Troika Dialog, a fusão Silvinit-Uralkali tornaria a nova empresa a segunda maior do mundo em potássio, atrás da canadense Potash Corporation, com valor de mercado de US$ 20 bilhões e capacidade de produção anual de 11,5 milhões de toneladas. O envolvimento do Kremlin reflete o interesse renovado do governo em assumir parte das maiores minas de potássio e fosfato do mundo, na medida em que os preços se recuperam depois da queda registrada no ano passado.

Negociações com Vale

A brasileira Vale adquiriu ativos em fertilizantes por quase US$ 5 bilhões, enquanto a BHP Billiton comprou a Athabasca Potash, do Canadá, por US$ 323 milhões.
Fontes familiarizadas com a aquisição do controle da Silvinit afirmaram que o negócio poderia ocorrer ainda esta semana. Kerimov, que também é deputado na Rússia, deseja adquirir mais 30% da companhia, totalizando 52,4% das ações.
Segundo fontes, o negócio seria feito por um consórcio de compradores – de forma que a fusão não necessitasse da aprovação do serviço antimonopólio russo. O apetite de Kerimov não terminaria por aí. O oligarquia do setor de metais estaria negociando também com a Belaruskali, o terceiro maior produtor de potássio do mundo, e com a Phosagro, a maior empresa de fosfato russa. Tudo isso ocorreria com total apoio do Kremlin.

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