Rússia indica Tosovsky para disputar sucessão do Fundo

Foi nomeado ontem pela Rússia, o ex-premiê e ex-presidente do banco central da República Tcheca, Josef Tosovsky, para disputar a sucessão na chefia do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Tosovsky torna-se assim o segundo candidato à disputa pelo cargo -ele era até o momento o único candidato declarado à sucessão do espanhol Rodrigo de Rato, que anunciou em junho que deixará o cargo em outubro.
A nomeação do governo russo, no entanto, não foi recebida com entusiasmo na República Tcheca -país que é membro da UE (União Européia) e que, em conjunto com o bloco europeu, já declarou apoio a Strauss-Kahn.
O ministro das Finanças do país, Miroslav Kalousek, disse que o governo tcheco “irá respeitar as conclusões do conselho de ministros das áreas financeira e econômica da UE”.
O Ministério das Finanças da Rússia informou em um comunicado que o país “conduziu amplas consultas a colegas de outros países e se convenceu de que a maioria prefere escolher o diretor-gerente com base em sua qualificação profissional”.
Tosovsky tornou-se presidente do banco central tcheco em 1993, quando a Tchecoslováquia se dividiu em República Tcheca e Eslováquia, e foi premiê entre 1997 e 1998, voltando a seguir para o banco, onde ficou até 2000. Hoje ele trabalha para o BIS (Banco de Compensações Internacionais), na Basiléia (Suíça).
O ministro das Finanças da Rússia, Alexei Kudrin, disse que o prestígio do FMI precisa ser elevado, em vista das falhas do Fundo em resolver as crises de alguns países. “A legitimidade e a autoridade do diretor do FMI pode ajudar a concentrar as forças de diversos países para prevenir crises”.

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