Rubberon anima a cadeia produtiva da borracha

No último dia 27, durante a Feira de Sustentabilidade do Polo Industrial de Manaus (FesPIM), tive a oportunidade de ouvir várias e significativas manifestações durante o evento que debateu a cadeia produtiva da borracha. Esse evento foi articulado pela Secretaria de Produção Rural – SEPROR e Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEDECTI. Foi muito prestigiado, e contou com a presença de pessoas que realmente conhecem da atividade e com brilho nos olhos para voltar a produzir, levar renda aos seringueiros e abastecer a indústria. Uma tarde agradável e de renovação de esperanças.

No meu entendimento, o ponto mais relevante e estratégico que aconteceu nesse encontro para essa cadeia produtiva foi saber que, finalmente, a abandonada usina de borracha localizada no município de Iranduba está sendo assumida pela empresa Rubberon. Excelente notícia! Se isso realmente acontecer é justo destacar o empenho da AFEAM, IDAM e a determinação e interesse da Rubberon. Meu amigo Malvino Salvador foi quem primeiro me deu essa notícia da negociação quando eu ainda estava na SEPROR, no início deste ano. Durante a reunião na FesPIM, o representante da empresa garantiu, publicamente, que compra toda a produção de borracha do estado, e que o atual volume é absorvido em apenas 15 dias. Portanto, temos mercado para o extrativismo, cultivo e todo conhecimento do pesquisador da Embrapa Everton Ribeiro à nossa disposição. Aliás, foi muito bom rever o Everton, pois tenho enorme respeito por esse profissional que ainda não teve seu potencial de conhecimento devidamente aproveitado pelo nosso estado. Em seu breve pronunciamento, percebi que ainda não perdeu a esperança e o entusiasmo. Que bom! Não tenho nenhuma dúvida que se a usina voltar a funcionar toda a cadeia volta a rodar e sairemos das atuais 400 toneladas para 1,5 mil toneladas em poucos anos. O capital de giro que já está sendo viabilizado pela AFEAM é fundamental nesse processo. Também ouvi o depoimento de um seringueiro e do representando do CNS. Eles disseram que querem a reativação do extrativismo da borracha. O seringueiro quer voltar a atividade, o preço tá bom, então, quem somos nós pra dizer que não. Nosso papel é viabilizar o crédito, apoiar na comercialização e pagar a subvenção com agilidade, seja ela a municipal, estadual ou federal. 

Ausências lamentadas

Soube que foi lamentada a ausência da Conab/Amazonas na visita que foi feita à usina, também no segundo dia de debate e, ainda, o fato do representante que fez a apresentação da PGPMBio no primeiro dia não ter ficado para as perguntas finais aos palestrantes. Perdendo essa oportunidade, assim fica difícil ampliar as ações no gigante Amazonas. Mesmo assim, foi mais um grande passo construído a várias mãos e que vem contando com o incondicional apoio do governo Wilson Lima. Aliás, o apoio a essa cadeia produtiva fez parte dos vinte compromissos de campanha. Ainda lamentei a ausência nesse encontro, que teve como foco principal a geração de renda com sustentabilidade, de atores que defendem a floresta em pé. Espero que na próxima apareçam, pois ninguém segura desmatamento sem colocar dinheiro no bolso de quem realmente mora e defende a floresta em Pé.

Quem é a Rubberon?

Empresa com mais de 10 anos de experiência na fabricação e comercialização de compostos de rotomoldagem, compostos de PP e PE, com capacidade produtiva de 60.000 toneladas/ano e atuação na América Latina. Tem parcerias com os principais fornecedores nacionais e internacionais do segmento, em todos os continentes, para garantir produtos de qualidade, confiáveis e de alta performance aos clientes. As operações e filiais estão em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Amazonas.

*Thomaz Antonio Perez da Silva Meirelles é servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] 

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