Rotta quer proibir uso de sacolas plásticas nos supermercados

O uso de sacolas plásticas pelos supermercados no Estado do Amazonas, foi novamente alvo de severas críticas do presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Marcos Rotta (PMDB), que, recentemente, teve vetado seu projeto de lei que regulamentava a questão.
Considerado (o projeto) como inconstitucional, desta vez Rotta, em parceria com o deputado, Wallace Souza (PP), providenciou uma Indicação ao governador, Eduardo Braga, para que este utilize os mesmos mecanismos adotados pelo Estado do Rio de Janeiro, onde o governador, Sérgio Cabral, determinou a suspensão imediata da utilização de sacolas plásticas nos supermercados e estabelecimentos comerciais.
De acordo com Marcos Rotta, dados estatísticos comprovam que no planeta Terra são consumidos 1 milhão de sacos plásticos, por minuto, significando isso o consumo de 1,5 bilhão por dia, mais de 500 bilhões por ano. No Brasil, calcula-se que em cada mês, são distribuídos somente aos supermercados, 1 bilhão de sacos plásticos, o equivalente a 33 milhões de unidades, por dia, e 12 bilhões por ano. Nesta estatística, estima-se que o brasileiro utiliza, pelo menos, 66 sacos plásticos, por mês.
Para o deputado, esses números demonstram que todos os mandatários no planeta, em parceria com a população, precisam adotar mecanismos para tentar diminuir esse consumo, com o Amazonas fazendo a utilização do plástico biodegradável, que cientistas já testaram sua capacidade de degradação.
Segundo Marcos Rotta, o plástico biodegradável é um produto que se degrada por ação de micros organismos vivos e, portanto, deixa de existir para se transformar em moléculas menores, que não prejudicam o meio ambiente.

“Política consistente e primordial”

Afirmou Rotta que no Brasil já existe tecnologia para a fabricação de plástico biodegradável, com uma usina fabricando matéria-prima no município de Serrana-SP. Lá a cana vira açúcar e o açúcar vira plástico biodegradável. Se este for colocado no lixo, em até 180 dias, esse plástico desaparece, se transformando em gás carbônico e água, ao contrário das sacolas normais que levam de 100 a 200 anos para se decomporem no meio ambiente.
Em aparte e depois de elogiar a postura do presidente, Lula da Silva, quando disse que “a Amazônia tem dono e é dos brasileiros”, o presidente da Assembléia Legislativa, Belarmirno Lins (PMDB), lembrou que o governador Eduardo Braga tem levado a política de preservação do meio ambiente, como consistente e primordial, a ponto de receber as mais variadas premiações no cenário mundial. “O atual governo se tornou uma referência mundial na preservação do meio ambiente e, nesta questão contra a poluição, a contribuição é certa e sem limites”, disse.

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