Rotta entra na briga contra aumento

O deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) utilizou seu tempo na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta quarta-feira (13), para lamentar que mais uma vez a Prefeitura de Manaus acena com aumento na tarifa de ônibus coletivos sem antes chamar as Empresas de Transportes Coletivos e a população para verificar como está sendo feito esse serviço.
De acordo com Marcos Rotta, mais uma vez o prefeito eleito resolveu “atender primeiramente os caprichos e as necessidades financeiras das Empresas de Transportes Coletivos” para depois tentar fazer um serviço de qualidade que possibilite melhoria no transporte público de Manaus.
Na opinião de Rotta, “essa ordem cronológica inversa” tem provocado reações e protestos dos usuários na capital amazonense, demonstrando insatisfação no dia a dia. “Toda essa insatisfação parece não ter sensibilizado o prefeito desta cidade”, frisou o deputado, ressaltando que tal atitude atende a interesses das empresas que comandam o transporte coletivo em Manaus.
Marcos Rotta considera inadmissível que a Câmara Municipal de Manaus não tenha acesso às planilhas de custos das empresas. Ele lembrou que a Assembleia Legislativa votou pela isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o óleo diesel, para manter uma tarifa diferenciada.
Como presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Aleam, Marcos Rotta que, nesta quinta-feira (14), vai realizar uma Audiência Pública na Casa para tratar da redução do ICMS de 17% para 1% de 14 produtos da cesta básica, disse que vai aproveitar a presença dos técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) para sugerir ao governo do Estado a retirada do benefício dado às empresas de transportes coletivos de Manaus. “Quem sabe se com isso não se desvenda essa “caixa preta” que envolve as empresas que operam o transporte coletivo local”, mencionou o deputado.

Exemplo a ser seguido

Marcos Rotta informou que a Assembleia Legislativa do Paraná votou na terça-feira (12) a isenção fiscal para o combustível utilizado pelas empresas de transportes coletivo de Curitiba e região metropolitana. Segundo o deputado, as diferenças dos serviços oferecido na cidade de Curitiba em relação a Manaus são gritantes a começar pela qualidade, eficiência e pontualidade dos serviços prestados à população.
“Curitiba, que tem a melhor frota e o melhor sistema de transporte coletivo do país, cobra tarifa de R$2,60, sem isenção de óleo diesel”, mencionou, ressaltando que Manaus tem um dos piores serviços de transporte coletivo do país –impontual, sujo e precário —e a tarifa é R$ 2,75.

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