Risco de crédito é o menor desde 2005

A empresa Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) divulgou ontem o balanço econômico do 1º semestre do ano. Segundo a empresa o momento no país é propício para o aumento do crédito no mercado, fator tão criticado pelas empresas do PIM. De acordo com os dados do IRC (Indicador de Risco de Crédito) no país o risco de se buscar crédito no país é o menor desde que se iniciou a pesquisa, em 2005.
O IRC avalia o cenário econômico dos últimos 12 meses e o comportamento dos indivíduos para projetar esses riscos. Segundo o economista da Empresa Boa Vista, Flávio Calife, a diminuição do risco já vem ocorrendo há algum tempo e é fruto de uma maior estabilidade da economia e regras mais claras. Além disso o brasileiro também aprendeu a monitorar melhor seu crédito e conter os riscos. “A retração do consumidor em relação ao credito mostra uma preocupação maior em quitar suas dívidas. O cartão trás taxas muito altas e o consumidor brasileiro está aprendendo melhor a conviver com isso” explica.
Flávio Calife explica que o indicador faz uma projeção para os próximos meses e tem costumado prever bem o comportamento desde que começou a ser utilizado em 2005. “Se traçarmos um paralelo entre a previsão do IRC e o comportamento da inadimplência seis meses depois veremos que os gráficos caminharam sempre na mesma direção” comentou. A outra menor taxa do IRC foi identificada em maio de 2010. A menor taxa de inadimplência do período em que é realizada a pesquisa ocorreu justamente entre novembro e dezembro do mesmo ano.
O registro de inadimplentes da empresa dá conta de que a variável de inadimplentes do país apresentou um decréscimo de 1,3% no trimestre. Após um 2010 positivo, em 2011 o acumulado apresentou crescimento de 22,4%, e de 9,4% em 2012. No acumulado de 2013 o número de registro apresenta uma redução de 2,3%. “É muito clara essa tendência de queda. Nossa expectativa é de que isso se mantenha”.
O número de pessoas que limparam seu nome também diminuiu se compararmos com o ano passado. Em 2012 os números apresentaram um crescimento de 14,4% no número de indivíduos que retiraram o nome do SPC. Em 2013 o crescimento foi de 4,1%. “Isso acontece por causa da diminuição do número de pessoas que entraram na lista, com isso acaba diminuindo o numero de exclusões das pessoas do SPC também. Esse ano o numero de exclusões foi maior que o de inclusões que é o mais importante” explica.

Amazonas corre atrás

Apesar de não conter dados regionais Flávio Calife afirma que na região norte a inadimplência ainda tende a ser maior que em outras regiões do país. A justificativa seria o acesso tardio que a região teve a grande demanda do crescimento do crédito. “A expansão do crédito começou pelas regiões mais desenvolvidas como Sul e Sudeste, com isso eles amadureceram primeiro sobre essa questão. Aprenderam a utilizar melhor o crédito e controlar os gastos. As regiões Nordeste e principalmente Norte tiveram um acesso mais tardio, com isso apresentam também um amadurecimento mais tardio”, explica.
O economista também afirma que a inadimplência é maior nas classes C e D, bem mais presentes no Estado. “Essa diferença vem diminuindo, mas o desemprego, apesar de baixo no país, ainda é o maior fator de inadimplência. E as classes altas costumam ter maiores poupanças para enfrentar situações inesperadas”, explica.

Falências

O número de pedidos de falência teve um decréscimo de 2% em 2013. Enquanto em 2012 os dados mostravam um crescimento de 11,9%. No entanto o crescimento de falências decretadas evoluiu muito, indo de 9,2% em 2012 para 22,7% em 2013. A estimativa é que esse crescimento tenha ocorrido devido ao alto numero de pedidos feitos em 2012 que foram decretados agora. “O número de pedidos diminuiu, esse cenário é positivo, a previsão para o outro semestre é que as falências decretadas caiam bastante”, explica.

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