Riquezas geradas no AM totalizam R$ 42,26 bilhões

A economia do Amazonas, particularmente alicerçada no crescimento em volume de produção da indústria de transformação, construção civil e extração mineral nos municípios, teve um incremento estimado de 6,23%. Os dados, divulgados na tarde de ontem, fazem parte da Pesquisa Industrial Anual divulgada pela Coordenadoria de Contas Regionais da Seplan (Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas) em parceria com o IBGE e Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), e subsidiam dados locais sobre o PIB.
No estudo, chama a atenção o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios de Coari, Itacoatiara, Parintins e Manacapuru, cujos valores percentuais entre 2,19% e 6,23% asseguraram essas cidades, respectivamente, nas primeiras colocações imediatamente após a capital amazonense.
De acordo com o coordenador de contas da Seplan, José Sandro Ribeiro, a base de cálculos para o estudo da evolução do PIB amazonense foi retirada a partir da confrontação de dados do volume estimado da produção industrial de cada município com as médias históricas e revelou que o Amazonas pode ter alcançado R$ 42,265 bilhões em 2006, dos quais R$ 35,098 bilhões são provenientes de Manaus. Nas estimativas do especialista, o volume do PIB do Amazonas em 2006 superou em mais de 6% o observado no ano de 2005, quando o Estado registrou R$ 39,785 bilhões.

Resultados
esperados
O economista Rodemarck Castelo Branco, analisando os valores do PIB estadual, afirmou que já esperava números demonstrativos da enorme concentração econômica da capital amazonense frente aos municípios circunvizinhos, mas observou a participação cada vez mais crescente de Manacapuru e Iranduba, atuais 5ª e 8ª melhor economia amazonense, respectivamente, que devem superar Itacoatiara (R$ 600,10 milhões) e Parintins (R$ 310,89 milhões) em no máximo seis anos, após a construção da ponte sobre o Rio Negro.
“É fato que Manacapuru e Iranduba terão, até 2012, mais capacidade de atrair e gerar novas atividades fabris por ficarem mais facilmente acessíveis à capital amazonense”, asseverou o economista.
Com relação ao crescimento do PIB de Coari, saltando de R$ 2,626 bilhões em 2005 para R$ 2,684 bilhões no ano passado, Rodemarck disse não encontrar no atual contexto econômico local um município que faça frente a ele na concorrência pela segunda melhor participação na economia estadual, pois com o crescimento de mais de 2% em relação a 2005, alavancado pelos royalties da Petrobras na extração do gás na Bacia de Urucu, o PIB coariense tende a se isolar por muito tempo na segunda colocação.
“A tendência, nos próximos anos, é de que outras regiões, como Carauari e Nova Olinda do Norte, vocacionados para a exploração do petróleo e silvinita, respectivamente, venham a se aproximar da 3ª e 4ª colocações, isolando-se ou talvez até ultrapassando Coari”, apontou o especialista.

Indústria e serviços puxam crescimento brasileiro

Pelos cálculos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no 1º semestre de 2007, o PIB apresentou crescimento de 4,9%, em relação a igual período de 2006, sendo que os setores da indústria e serviços cresceram 4,9% e 4,7% respectivamente, enquanto a agropecuária obteve 1,4%. A taxa acumulada nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2007 teve crescimento em nível nacional de 4,8% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
Pelo lado da demanda interna, no segundo trimestre de 2007, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a formação bruta de capital fixo cresceu 3,2%, considerada a quarta taxa positiva nesse confronto. Pelo lado da demanda externa, as exportações tiveram crescimento de 0,9%, e as importações cresceram em um ritmo mais elevado (1,5%), o 15º crescimento seguido nessa comparação.

Segundo setor

Na atividade industrial brasileira, o destaque foi a indústria da transformação (7,2%), beneficiada pelo desempenho da fabricação de produtos quí

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