Revisão para cima da inflação não agrada Paulo Bernardo

A revisão para cima das projeções de inflação feita pelo Banco Central não agradou o ministro Paulo Bernardo (Planejamento). No entanto, ele afirmou que elas refletem a realidade.

“Eu não gosto, mas a realidade é essa que está aí. As projeções têm que ser feitas em razão do que acontece”, afirmou.

No “Relatório de Inflação” divulgado, o BC elevou de 3,5% para 4% a previsão do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para es-te ano e de 4,1% para 4,2% a projeção para o próximo ano.

Questionado se isso ocorreu porque o BC determinou uma meta (4,5%) acima da projeção do mercado para o ano que vem, o ministro afirmou que essa avaliação era o mesmo que acreditar que “o rabo abana o cachorro” e que as projeções são baseadas em fatores como a demanda interna, cenários externo e alterações nos preços dos produtos agrícolas (entressafra).

Tarifas bancárias

Bernardo afirmou que a concorrência no sistema financeiro deve preservar os interesses dos consumidores e que o momento é oportuno para se fazer um debate sobre cobrança de tarifas bancárias.

No entanto, o ministro ressaltou que, embora o governo não tenha como objetivo tabelar esses serviços, irá tomar alguma medida para mudar o atual quadro. “Há um crescimento muito expressivo das tarifas que são cobradas. Acho que isso chegou a um ponto que exige um debate. Acho que temos que tomar alguma medida”, afirmou.
Segundo ele, o governo tem recebido reclamações de que as tarifas cobradas pelos bancos estão elevadas e, em alguns casos, abusivas e que esses serviços também elevam a conta do chamado “custo Brasil”. “É oportuno fazer o debate.

Não queremos dar a idéia de que queremos tabelar isso. A concorrência é importante, mas é importante ter um debate que preserve o interesse do consumidor”.
Bernardo considerou ainda “razoável” a proposta de auto-regulamentação apresentada pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).

Caso o governo realmente venha a tomar alguma medida em relação às tarifas bancárias, o ministro não detalhou se isso será feito por meio de decisão do CMN (Conselho Monetária Nacional) ou por uma legislação específica.

Energia governo

O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, confirmou as parcerias firmadas pelas subsidiárias da Eletrobrás para participar do leilão da usina de Santo Antônio no rio Madeira (Rondônia).

A Chesf firmou parceria com a Camargo Corrêa, a Eletronorte com o Grupo Alusa, e a Eletrosul com o grupo franco-belga Suez. Furnas já tem contrato para participar do leilão com a Odebrecht.

Hubner ressaltou que as negociações foram conduzidas pela própria Eletrobrás, e não pelo governo.
“Fiz uma reunião com o grupo Eletrobrás demonstrando para eles como eram as regras e como e que eles poderiam participar.

A partir daí, essa negociação foi conduzida pela Eletrobrás que já fez diversas reuniões. O que disseram foi isso (os consórcios) de fato”, disse após evento da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica.
De acordo com o ministro, apesar de o setor privado ver a Chesf como a melhor das subsidiárias para a parceria, a concorrência foi grande pela Eletronorte, que tem experiência na construção de usinas da Região Amazônica.

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