Revelações de doleiro complicam cúpula do PR e do ex-ministro Dirceu

O operador de mercado financeiro Lúcio Bolonha Funaro fez, em depoimento sob o acordo de delação premiada, uma série de denúncias contra a cúpula do PT e PR no caso do mensalão.
Segundo documentos obtidos pela Folha de S.Paulo, que compõem a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República ao STF (Supremo Tribunal Federal), Funaro disse que ele e dois doleiros emprestaram R$ 3 milhões ao então presidente do PL (hoje PR) Valdemar Costa Neto para cobrir despesas da campanha do partido em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Funaro teria dito ainda que o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) pode ter recebido R$ 500 mil “por fora” de fundos de pensão.
Ontem, o Supremo concluiu o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os 40 envolvidos com o escândalo do mensalão -esquema que financiava parlamentares do Partido dos Trabalhadores e da base aliada em troca de apoio político.
A Corte acatou a denúncia contra todos os acusados pelo procurador-geral Antonio Fernando de Souza. Entre eles estão os ex-ministros José Dirceu, Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), o empresário Marcos Valério, os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), além do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão.
Os réus responderão por diversos crimes, como formação de quadrilha, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa.

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