29 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Reunião aprova novos investimentos ao Am

O pólo de duas rodas, por exemplo, atraiu sete novos empreendimentos que somam valores superiores a R$ 150 milhões, com possibilidade de gerar mais de 500 postos de trabalho no parque fabril do PIM (Pólo Industrial de Manaus)

A questão energética, ameaça de crise no setor de duas rodas decorrente da falta de crédito para financiamento de motocicletas e a instalação de 15 empresas no Pólo de Micro e Pequenas Empresas do Estado do Amazonas (Dimicro) foram alguns dos assuntos tratados na 217ª reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas) realizada na sexta-feira, quando foram aprovados 42 projetos entre implantação, diversificação e atualização.
A pauta reuniu projetos dos mais diversos setores como componentes, informática e naval.
O pólo de duas rodas, por exemplo, atraiu sete novos empreendimentos que somam valores superiores a R$ 150 milhões, com possibilidade de gerar mais de 500 postos de trabalho no parque fabril do PIM (Pólo Industrial de Manaus).
No entanto, esses empregos, assim como os demais já existentes no setor, correm sérios riscos se o governo federal não der para pólo de duas rodas o mesmo tratamento que está oferecendo para o de quatro rodas. O governador do Estado, Eduardo Braga – que comandou a reunião- disse estar se articulando no sentido de conversar com o presidente Lula sobre o assunto, por entender que a grande questão não é competitividade, mas falta de crédito. “Se o governo brasileiro vai aportar recursos para melhorar o financiamento de carro, deveria também proporcionar recursos para que as financeiras pudessem financiar motocicletas”, defendeu, ressaltando que há três meses o custo/ano de um financiamento de motocicleta era inferior a 12% ao ano. Hoje, com a crise financeira internacional estar superior a 20% ao ano.
Segundo Braga, os spreeds dos bancos cresceram muito, e isso, se por um lado aumenta a coragem –porque quanto mais o spreed aumenta mais lucro os bancos obtêm, mas obviamente aumentam os riscos-, por outro o setor que faz a estruturação do financiamento ficou muito afetado porque encurtou o prazo de financiamento. “Agora estão exigindo uma entrada e isso vai fazer com que haja uma redução nas vendas de motocicletas, que ainda não está dimensionado. Mas se isso não acontecer, ou se ocorrer de uma forma menor, fará com que o pólo de duas rodas local possa continuar pujante e os empregos continuem crescendo”, avaliou.
O aumento da energia elétrica – partir de 1º de novembro-, é outro assunto que o governo do Estado está tentando negociar. Braga disse ser um assunto grave porque envolve questões estruturais e conjunturais, mas que, num momento de crise, esse anúncio da Manaus Energia não é oportuno. Primeiro, comentou, pela diferença cobrada de aumento, ou seja, 15,48% na capital e quase 20% no interior. “Conversei na última quinta-feira com o presidente da Manaus Energia e vou tentar conversar com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousssef, no sentido de que esse valor seja reduzido ou que se faça por etapa, em quatro vezes, por exemplo, de forma alternada, a fim de que as empresas e o consumidor não sejam penalizados”, explicou.
O pólo moveleiro é outro avanço para o Estado do Amazonas, segundo o governador, porque mais empregos vão ser gerados com a instalação de 15 empresas no local.

Parceria privada

O destaque na aprovação dos projetos foi o da Brasjuta da Amazônia, para produção de fibras de juta em Manaus e em Manacapuru. O projeto é uma parceria público-privada envolvendo a Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) e o Grupo MG (Mário Guerreiro), do empresário Mário Guerreiro, antigo proprietário da Brasiljuta. O negócio visa à revitalização do setor de fibras vegetais no Amazonas. A autorização para selar o negócio veio por intermédio do ofício nº Deorf/Gtrec 2008/05687, encaminhado pelo Bacen (Banco Central do Brasil), em junho deste ano.
Ao falar sobre o projeto, o governador disse que pela primeira vez a Afeam aplica recursos do seu capital em participação com o capital privado num investimento para a geração de emprego e renda com fibra orgânica de juta e malva na capital e no interior. “Esse é um complexo de R$ 20 milhões, aplicado pelo governo, e a iniciativa privada investe R$ 11 milhões”, informou Braga, ressaltando que com isso o Amazonas vai ser competitivo em sacarias e em outras áreas que usam as duas fibras em seu produto final.

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