Retração nos negócios imobiliários do segmento comercial

Em paralelo com a resiliência da crise, o número de empreendimentos comerciais lançados pelas incorporadoras imobiliárias do Amazonas vem sofrendo retração nos últimos anos, conforme números extraídos da pesquisa trimestral da Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas) e do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria de Construção Civil do Amazonas)

A base de dados aponta que o número se estabilizou entre 2016 e 2017 em 44 lançamentos para essa categoria de imóvel. Em 2018, um ano comparativamente melhor para a economia brasileira, a quantidade de empreendimentos do gênero no Estado despencou para 27, uma diferença de 38,64%. Em 2019, o segmento imobiliário comercial não registrou nenhuma venda comercial no primeiro trimestre e apenas 12 no segundo.

O diretor da comissão da indústria Imobiliária da Ademi-AM, Henrique Medina, explica que houve uma concentração de lançamentos imobiliários comerciais entre 2010 e 2013, gerando um choque de oferta de produtos desse padrão, com a consequente expansão das vendas nos anos seguintes. A emergência da crise, a partir do final de 2014, contribuiu para depreciar os números.

‘As vendas e a valorização nesse tipo de produto são mais difíceis do que as do segmento comercial porque estão vinculadas necessariamente a uma retomada do crescimento. A partir do momento em que a economia tem algum tipo de soluço, o empresário acaba optando pelo aluguel, no lugar da aquisição”, explicou.

Velocidade de vendas

A despeito dos números tímidos de lançamentos comerciais registrados pela Ademi-AM/Sinduscon-AM na região, até junho, Henrique Medina aposta que as vendas vão melhorar no segundo semestre em nível suficiente para elevar o saldo consolidado de 2019 a um nível superior ao apresentado no final do ano passado. 

“Já se percebe uma evolução, não tão significativa quanto a residencial, mas já suficiente para tirar o segmento da inércia. Existem empreendimentos do mercado que vão ser entregues nesse período e a proximidade da entrega desse tipo de produto faz com que a velocidade de vendas seja maior”, ponderou. 

No entendimento do dirigente, a economia já demonstra sinais de melhora e há maior oferta de crédito no mercado. “A própria Caixa Econômica está com uma condição muito especial de financiamento de empreendimentos comerciais, em uma linha lançada alguns meses atrás”, amenizou.  

Difícil retomada

O diretor da comissão da indústria Imobiliária da Ademi-AM ressalva, contudo, que para o setor chegar ao nível de três anos atrás – e principalmente ao patamar pré-crise –, a economia vai ter que voltar a crescer com muita força, dado o diferencial dos imóveis comerciais e sua maior dependência de confiança empresarial para o desembolso.

“Acho que vai ser difícil, porque o estoque de produtos comerciais ainda é relevante. Por mais que isso seja verdade, se o índice de vendas sobre o estoque fosse grande, certamente os incorporadores estariam motivados a lançar novos produtos, assim como ocorre nos imóveis residenciais. Mas isso não ocorre no segmento comercial, que depende de uma retomada forte da economia para fazer o mercado voltar acreditar e lançar mais empreendimentos”, encerrou.     

 

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