Retorno e aniversário da Feira do Artesanato

Finalmente os 280 permissionários da Feira Municipal de Artesanato da Eduardo Ribeiro poderão comemorar o retorno de sua preciosa fonte de renda dos domingos com a reabertura da feira no dia 5, depois de 14 domingos sem funcionar. Quatro dias depois, no dia 9 de julho, a Feira da Eduardo Ribeiro, como é popularmente conhecida, completará 20 anos de existência sem nunca ter passado tanto tempo fechada, sem receber feirantes e clientes.

“Foi muito ruim ficar todo esse tempo com as barracas sem atividades, principalmente porque a maioria dos permissionários é de pessoas com certa idade, que têm na feira um complemento de renda. Quem pôde, continuou trabalhando em casa, mas nada se compara ao movimento de clientes que temos aqui aos domingos”, falou Wigson Azevedo, presidente da AFMAPAAER, associação que reúne e organiza os permissionários.

“Atualmente temos 280 associados participando religiosamente da feira aos domingos, mas não sei se todos voltarão logo neste dia 5 porque, como falei antes, a maioria pertence ao grupo de risco da covid-19, mesmo assim temos certeza que reabriremos com a mesma alegria e energia positiva características da feira”, garantiu Wigson.

O livreiro Celestino Neto começou com seu sebo na feira cerca de um mês após a inauguração e lamentou o local ter ficado tanto tempo desativado por conta da pandemia.

“Foi terrível. Se as grandes livrarias e sebos no mundo já estão com dificuldades para vender livros, imagine um pequeno sebo, como o meu. Três meses sem vender e sem a companhia dos amigos da feira foi horrível, mas vamos voltar com toda força, até porque começo do mês é quando os clientes compram mais”, comemorou.

Na sua banca, o livreiro disponibiliza aos domingos, cerca de 500 livros, mais CDs, DVDs e vinis. Celestino também é dono do sebo ‘O Alienista’, localizado na praça da Polícia, e ainda fechado.

Lista de espera

Quando a Feira da Eduardo Ribeiro foi inaugurada, há 20 anos, o fato se tornou um grande acontecimento. A ideia original era ocupar a avenida inteira, desde o cruzamento com a Sete de Setembro até a praça do Congresso. Naquela época 450 permissionários ocuparam o espaço, que foi sendo reduzido até chegar ao tamanho atual, tendo como limite a rua 24 de Maio.

“Muita gente se empolgou, no começo, mas depois foi desistindo depois que viu que nem tudo era só facilidade. Aqui é preciso chegar cedo. Por volta das 7h é preciso estar com a barraca montada, principalmente o pessoal do setor de alimentação, porque já tem clientes querendo tomar o café da manhã. Quem quer acordar cedo num domingo para vir trabalhar?”, indagou Wigson.

“Só manteve sua barraca pelos anos seguintes quem realmente queria trabalhar. A maioria aqui está desde o começo”, destacou.

Ainda assim, segundo Wigson, mais de mil pessoas estão numa lista de espera aguardando surgir uma vaga para montar uma barraca.

“Não é intenção dos associados abrir tantas vagas e o motivo é a concorrência. Não é interessante para ninguém, nem para quem quer começar, nem para quem já está aqui, vender um produto que já está à venda na feira e por vários outros permissionários. Como os produtos são artesanais, nada é muito caro, então os ganhos não são elevados. Se colocar mais gente, esses ganhos serão ainda menores”, explicou.

Dividida em setores

Caminhando entre as barracas da Feira da Eduardo Ribeiro parece que o ambiente é uma mistura só de barracas com os mais variados tipos de produtos sendo vendidos. Mas não é bem assim. Ela é dividida em nove setores, cada um com uma cor e com um tipo específico de produto.

Começando pela Sete de Setembro tem o setor branco e amarelo, dos alimentos, onde é servido desde o café da manhã até o almoço. Depois vem o setor cinza, de cama mesa e banho. O amarelo, de confecções em geral. O vermelho, com peças em madeira, arte e decoração, e bichos de pelúcia. O bege, de sebos, onde está a barraca de Celestino, e arte indígena. O laranja, com produtos infantis, de roupas a brinquedos. O azul, com bijuterias, biojóias e artesanato. O verde, local de acessórios como bolsas, cintos, chapéus, chinelos e sapatos. E novamente o branco e amarelo, de alimentos, encerrando a feira.

“Para este retorno, atenderemos a todas as medidas de higienização e segurança de permissionários e clientes. Naturalmente as barracas já estão a 1m5 de distância umas das outras, mas aumentaremos essa distância para dois metros, então é provável que a feira chegue até à rua 10 de Julho”, adiantou Wigson.

Todos os permissionários deverão estar de máscaras e com álcool em gel e no setor de alimentação, somente 50% das mesas poderão ficar ocupadas.

“Também haverá cartazes e banners, e distribuiremos panfletos, informando às pessoas como se manter seguras e protegidas com relação ao coronavírus. Queremos que a feira volte a ser um local de congraçamento da população manauara”, concluiu    

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