18 de abril de 2021

Retomada de IPI para automóveis reduz vendas do varejo em 1,3%

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio caiu 1,3% em abril de 2010 na comparação com março, já descontadas as influências sazonais.

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio caiu 1,3% em abril de 2010 na comparação com março, já descontadas as influências sazonais. O término do incentivo fiscal do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para veículos afugentou os consumidores das lojas especializadas e o movimento neste segmento recuou 8,9% no mês passado.
Todos os segmentos de varejo pesquisados pela Serasa Experian também acusaram, em abril de 2010, variações mensais negativas sem, entretanto, anular o bom desempenho registrado no mês anterior. Assim, segundo os economistas da Serasa Experian, a queda de abril deve ser encarada como um movimento episódico e não como processo de reversão de tendência. A evolução favorável do mercado de trabalho, ampliando a massa real de rendimentos, a presença de condições de crédito ainda bastante atrativas e as promoções do varejo, tendo em vista o Dia das Mães e a proximidade da Copa do Mundo, deverão sustentar o movimento do varejo ao longo dos próximos meses.
Na comparação anual, isto é, contra abril de 2009, a alta de 11,1% foi puxada pelo segmento de Veículos, Motos e Peças, cujo crescimento foi de 19%. Em seguida, destacaram-se os setores de Móveis, Eletroeletrônicos e Informática (crescimento de 18,5%) e o de Material de Construção (variação de 18,4%). Cabe lembrar que todos estes três setores foram beneficiados por isenções fiscais no âmbito do pacote anticrise.
Por fim, no acumulado do primeiro quadrimestre de 2010, a atividade do comércio registra crescimento de 11,0%, liderada pelo segmento de Veículos, Motos e Peças (23,3%) e de Móveis, Eletroeletrônicos e Informática (19,9%). Apenas o setor de Combustíveis e Lubrificantes ainda apresenta queda neste critério de comparação (- 1,0%).

Nota metodológica

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio é construído, exclusivamente, pelo volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian. As consultas (nas formas de taxas de crescimentos) são tratadas estatisticamente pelo método das médias aparadas com corte de 20% nas extremidades superiores e inferiores. Com as taxas de crescimento tratadas e ponderadas pelo volume de consultas de cada empresa comercial constrói-se a série do indicador. A amostra compõe-se de cerca de 6.000 empresas comerciais e o indicador, com início em janeiro de 2000, é segmentado em seis ramos de atividade comercial.

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