Retomada da indústria perde fôlego no início do ano

A retomada da atividade industrial mostrou perda de fôlego no início do ano. A perspectiva para os próximos meses poderia ser de continuidade de crescimento, em função da volta do benefício emergencial, do baixo nível de estoques e da menor base de comparação do ano passado. Contudo, o recrudescimento da pandemia e o ritmo de vacinação mais lento do que o esperado são fatores de risco para essa retomada.

De acordo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial cresceu 0,4% em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado, livre de efeitos sazonais, em linha com as expectativas de mercado, anotando a nona alta seguida.

Em relação ao mesmo mês de 2020, mesmo com dois dias úteis a menos, houve aumento de 2,0%, embora marcadamente menos intenso que o observado na leitura anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, a atividade do setor seguiu mostrando contração (-4,3%), porém, menor do que a registrada em dezembro.

Essa desaceleração se explica fundamentalmente pela menor demanda por produtos industriais, em decorrência do fim do auxílio emergencial e da fraqueza do mercado de trabalho, além de refletir os efeitos negativos da pandemia sobre a produção de bens duráveis.

No contraste com janeiro de 2020, somente duas das quatro categorias de uso consideradas na pesquisa do IBGE apresentaram expansão, principalmente a de bens de capital, impulsionada pelos maiores preços de commodities no mercado internacional e pelo desempenho positivo do mercado imobiliário.

Foto/Destaque: Divulgação

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