22 de janeiro de 2022

Restrições limitam acesso ao crédito

O atual cenário recessivo da economia brasileiro tem dificultado o acesso ao crédito para o consumidor amazonense. Apesar da maior procura para a região Norte, conforme o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito Nacional, o acesso aos financiamentos tem esbarrado em restrições provenientes do maior rigor na análise por conta da alta na inadimplência.
De acordo com o assessor econômico da Fecomércio-Am (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), José Fernando Pereira, o cenário econômico não é nada acalentador para o empresariado e consumidor, mesmo com maior busca por crédito. “Há tempos não víamos taxas tão altas de juros, inflação e inadimplência. A sociedade viu seu poder de compra corroído pelo desemprego e o setor espera uma forte tomada de decisão por parte do governo federal”, comenta.
O Indicador Serasa mostra que a quantidade de pessoas que buscou crédito em junho de 2016 cresceu 2,1% em relação a maio. A maior busca por crédito não significa que o consumidor vai conseguir o mesmo, explica o gerente da City Lar, Wanderley Teixeira. “Houve um aumento sim, mas as restrições também ficaram mais duras, por conta da inadimplência e nomes no Serasa e SPC. Isso causa um bloqueio nas aprovações diretas”, afirma o gerente que completa, “Houve sim uma maior procura para compras de maior valor e por mais prestações”, comenta.
Gerente de uma loja de calçados, Ediel Macedo atesta as declarações de Teixeira e dos dados do Serasa Experian. “Nossas vendas se dão na maioria das vezes via cartão de crédito, muitos abertos recentemente. Mas nossas análises também estão mais restritivas, o que fez com que junho não fosse tão bom quanto se esperava. O número de parcelas é muito variado, mas por termos produtos mais supérfluos, os parcelamentos ficam na média de três prestações”, conta Macedo.
O grande número de negócios fechados via cartão de crédito tem movimentado o caixa das lojas mais populares de confecção, confirma a vendedora responsável, Estér Galúcio. “Nossas maiores vendas são via cartão e mesmo sendo uma loja popular, ultimamente atendemos a todas as faixas salariais e os parcelamentos também se estendem”, fecha a vendedora.

Análise de crédito

As faixas salariais também norteiam a busca por crédito. Os indicadores mostram que os que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 ao mês foram responsáveis por 1,6% da demanda comparada com maio. Entre R$ 1.000 e R$ 2.00, 2,4%. Na faixa de R$ 2.000 a R$ 5.000 mensais a média foi de 2,9%; Para os que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês, 3,5% e para aqueles que ganham mais de R$ 10.000 mensais, 3,0%.

Por regiões

A procura do consumidor por créditos na região Norte esteve na média, crescendo 1,6% em comparação a maio. As maiores variáveis ficaram entre a região Sul com 4,9% e Centro-Oeste com queda de 0,2%. Sudeste e Nordeste registraram 1,9% e 1,4% respectivamente. No primeiro semestre de 2016, a demanda do consumidor por crédito avançou 5,7% na região Sul, 4,4% no Sudeste e 3,7% no Centro-Oeste. Na direção contrária estão as regiões Norte e Nordeste com quedas acumuladas de 2,4% e 0,9% no primeiro semestre de 2016 na comparação com o período de janeiro a junho do ano passado.

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