Amazonas perde força como destino nacional

Pelo menos 98,7% das viagens realizadas por amazonenses no terceiro trimestre de 2019 (232 mil) foram para destinos nacionais, e apenas 1,3% (3.000) tiveram como objetivo logradouros estrangeiros. A maioria dos moradores do Amazonas (82,9%), contudo, não viajou no período e em 42,5% (380 mil) dos casos, a falta de dinheiro foi o principal motivo. 

Além disso, o Estado (214 mil viagens) ficou no 22º lugar no ranking de destinos nacionais. De todas as viagens nacionais, 3,9 milhões de viagens tiveram São Paulo como principal destino, seguido por Minas Gerais (2,6 milhões) e Bahia (1,8 milhões). Roraima (34 mil), Acre (53 mil) e Amapá (56 mil) ficaram nas últimas posições. Os dados estão no módulo Turismo da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) 2019, e foram divulgados pelo IBGE nesta quarta (12).

Das 235 mil viagens registradas no Amazonas, 18,7% (44 mil) ocorreram por motivo profissional, mas a maioria (81,3% 191 mil) se deu por razões pessoais. Em 68,5% (161 mil), o principal local de hospedagem foi casa de amigo ou parente e em 12,8% (30 mil) as opções foram hotel ou flat. Em 64,2% das viagens realizadas no Amazonas, o principal meio de transporte foi embarcação ou carro alugado, na categoria de “outra opção”, superando de longe o avião (21,7%) e o carro particular (6,38%).

A sondagem apontou que em apenas 184 mil domicílios do Amazonas (17,1%) – de um total de 1,78 milhão – houve algum morador viajando entre julho e setembro do ano passado. Em 894 mil residências (82,9%), isso não ocorreu, especialmente por falta de dinheiro (42,5%), mas a falta de necessidade para tanto (30,6%), falta de tempo (14,4%) ou problemas de saúde (1,4%) também foram apontados como motivos.

Dimensões e dificuldades

Das 191 mil viagens realizadas no Amazonas por motivo pessoal no terceiro trimestre do ano passado, 47 mil (24,6%) foram realizadas visando para tratamento de saúde e bem-estar. Os mesmos números foram registrados entre aqueles que viajaram para visitar parentes ou amigos (24,6%). Lazer (38 mil e 19,8%) e compras pessoais (31 mil e 16,2%) vieram na sequência.

Entre os amazonenses que puderam viajar o percentual de destinos nacionais (98,7%) supera a média nacional (96,1%), enquanto a fatia de viajantes amazonenses para o estrangeiro (1,3%) representa um terço da registrada em todo o país (3,9%). Em sintonia, o IBGE-AM explica que, no questionário da pesquisa, o meio de transporte “embarcação” estava incluído na opção “outro”, que foi a escolha da maioria no Amazonas. “Daí o alto percentual (64,2%) de viagens em “outro” meio de transporte, no Estado”, completou.

“As dimensões do Estado, o tamanho dos municípios, a logística e os meios de transporte, não nos favorecem. Somos dependentes do barco e do avião. Ou seja, viagens baratas e curtas são algo difícil para o amazonense. Além de tudo, a falta de dinheiro é o fator mais impeditivo”, encerro o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques.

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