Reprodutores de mídia fecham com decréscimo de 72% em produção na ZFM

Enquanto o comércio de Manaus projeta incremento entre 20% e 60% nas vendas de reprodutores de áudio e vídeo –MP3 e MP4– em 2007, a indústria local amarga perdas de 72% na fabricação desses produtos entre os meses de janeiro e setembro, ante igual período do ano passado.

O motivo da retração, conforme o do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), é a forte concorrência com os os produtos importados.

De acordo com informações da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), no acumulado dos três trimestres do ano passado foi registrada a fabricação de 6.595 unidades de gravador/reprodutor de áudio no formato MP3 no PIM (Pólo Industrial de Manaus). Desde total, 69 aparelhos foram vendidos no comércio local, 6.178 a outros Estados e 400 unidades foram exportadas. Em contrapartida, em 2007, foi contabilizada a produção de apenas 1.856 unidades, com crescimento na comercialização na cidade (90 unidades) e queda nas vendas nacionais (2.211 aparelhos MP3 e MP4).
Na opinião do presidente do Sinaees, Wilson Périco, a drástica retração abafou a esperança da indústria de reprodutores de mídia da ZFM (Zona Franca de Manaus), que comemorou o incremento de 42,85% no ano passado. Em 2005, a indústria produziu 4.100 aparelhos de MP3, sendo que 31 foram destinados para vendas no comércio de Manaus e 3.437 comercializados para outros Estados brasileiros.

No segmento de gravador/reprodutor de áudio/vídeo no formato MP4, a fabricação deste ano foi de 3.643 unidades. Deste número, 19 ficaram em Manaus e cinco foram vendidas para o comércio nacional. Os dados divulgados pela Suframa são das empresas Sondai Eletrônica, Sony Brasil e Importadora, Exportadora e Indústria Jimmy.

Fabricação suspensa

O diretor industrial da Proview em Manaus, Jorge Cruz, revelou que a empresa suspendeu, por tempo indeterminado, a fabricação destes produtos em agosto, visando cumprir o acordo feito com a matriz. “ Por enquanto, não há previsão de quando retomaremos a fabricação desses aparelhos”, comentou.

Avanço tecnológico traz prejuízos para fabricantes do produto no PIM

A rápida evolução tecnológica tem trazido prejuízos para a produção local. O executivo da Proview apontou como uma dessas dificuldades a chegada tardia das tecnologias deste segmento na região e a constante variação da capacidade de memória dos aparelhos, que começaram a ser comercializados com 512 MB e já chegam a 30 GB.

“Nós importamos componentes que por via aérea demoram, em média, de 15 a 20 dias para chegar e ainda têm que ser montados, ou seja, há grande investimento de tempo e custo. Mas o mercado recebe uma grande parcela de aparelhos atualizados e importados da Ásia já acabados, prontos para serem comercializados”, explicou Jorge Cruz.
Outras dificuldades enfrentadas pela indústria são a constante queda dos preços dos reprodutores e o intenso contrabando destes produtos. Conforme Cruz, a estrutura reduzida facilita a entrada ilegal destes aparelhos e dificulta a coerção desta prática. Por conta destes problemas, o executivo assegurou que a Proview está repensando a continuação da produção dos aparelhos de MP3 e MP4, que não tem rendido lucros significativos.

De acordo com o presidente da Samsung, Benjamin Sicsú, a empresa iniciou, em abril de 2007, a produção de reprodutores de mídia no PIM. O dirigente avaliou que o mercado tem se mostrado competitivo, considerado bom para este tipo de negócio. Mas admite que ainda são fabricadas poucas quantidades, sendo, portanto, produtos de caráter complementar para a Samsung, que fabrica uma série de produtos eletroeletrônicos como televisores, DVDs, filmadoras, celulares, home theaters etc.

“Estamos iniciando as atividades neste segmento. Mas, tudo o que produzimos, vendemos. Não sentimos nenhuma retração até mesmo porque somos iniciantes. Nossa expectativa é fechar mais negócios no último trimestre”, assegurou Sicsú.

Comé

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