Relatório do BC diz que varejo está em expansão

O Banco Central aposta que o varejo deve continuar com resultados robustos nos próximos meses. No Relatório Trimestral de Inflação, os diretores da autoridade monetária afirmam que “o comércio varejista não apenas deverá continuar registrando resultados positivos ao longo dos próximos trimestres, mas, também, que a expansão deverá se intensificar”
Na avaliação dos diretores do Copom (Comitê de Política Monetária), o comércio deve continuar com expansão das vendas porque o nível de emprego continua em trajetória de recuperação e o crédito às pessoas físicas mantém seu dinamismo. Juntos, esses dois fatores devem mais que compensar o fim dos benefícios dados pelo governo durante a crise financeira mundial.
No documento, o BC destaca o aumento das vendas em supermercados em itens como alimentos e bebidas, cuja expansão atingiu 8,6% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2010. O comércio ampliado, que inclui veículos, motos e material de construção avançou 7,4% no mesmo período. “As vendas de automóveis, que se recuperaram rapidamente, já ultrapassaram os níveis vigentes antes da crise”, destaca o texto.
O Relatório revelou que o Copom em dezembro já tinha definido a necessidade de se estabelecer uma estratégia de saída dos estímulos monetários adotados durante a crise. Segundo o BC, esse cronograma foi sinalizado ao mercado já no relatório de inflação de dezembro e na ata de janeiro.
Além disso, o relatório lembra que os participantes do mercado, diante das sinalizações dadas, trabalhavam com expectativa de elevação da taxa Selic a partir de abril, o que foi considerado para a elaboração do cenário de mercado do BC para projetar a inflação.
Mas, de acordo com o documento divulgado ontem, 31, os diretores que votaram pela elevação da Selic na reunião do último dia 17 em 0,5 ponto porcentual entenderam que as projeções de inflação e o balanço de riscos considerado justificariam o início de um ajuste na taxa Selic já naquele momento, e “defenderam que a implementação do cronograma original deveria ser antecipada”.
Por outro lado, a maioria entendeu que o mais prudente seria manter a programação original. “Essa parcela do colegiado ponderou que as projeções de inflação para 2011, segundo o cenário de mercado, posicionavam-se, e a rigor ainda se posicionam, abaixo da meta”, informa o relatório – vale lembrar que no cenário de mercado do BC, o IPCA para 2011 deverá ficar em 4,4%.
Esses cinco integrantes do Copom – que votaram pela manutenção da Selic nos atuais 8,75% ao ano – também consideraram que já estava em curso o processo de retirada de estímulos monetários, com a alta dos compulsórios, além do fim de estímulos fiscais. “Ademais, no regime de metas para a Inflação, a coordenação de expectativas constitui elemento central e, portanto, a alteração de uma estratégia previamente sinalizada envolveria custos consideráveis. À vista disso, o colegiado decidiu que não haveria elementos suficientes para justificar uma mudança na estratégia de política monetária inicialmente sinalizada”, diz o BC.

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