Relator nega crise com procurador Gurgel

O deputado Odair Cunha (PT-MG) desprezou insinuações de que haja uma crise entre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do Caso Cachoeira e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ao entrar para a reunião da CPI, na quinta-feira (10), o relator das investigações assinalou que qualquer cidadão investido de poder público precisa prestar esclarecimentos ao Legislativo, mas que, neste caso, o procurador-geral pode escolher a forma de fazê-lo.
De acordo com Odair, as explicações para o fato de o Ministério Público não ter pedido a abertura de inquérito quando recebeu, em 2009, relatório da Polícia Federal com os resultados da operação Vegas, podem chegar à CPI por via escrita ou oral. E acrescentou: “Não há crise nas nossas relações com o Ministério Público. Essa é uma instituição do estado democrático que precisa ser fortalecida. Tratamos de questões substantivas. Questões adjetivas não nos interessam”.
E a expectativa sobre a reunião secreta, para ouvir um delegado e dois procuradores responsáveis pela operação Monte Carlo, é de que sejam depoimentos longos. “Oito horas, na melhor das hipóteses”. É o que prevê o deputado. A operação Monte Carlo se seguiu à Vegas e desvendou esquema de exploração ilegal de jogos de azar comandada por Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira. Ele é acusado de chefiar um esquema criminoso que operava não apenas com jogos ilegais, mas também com tráfico de influência, corrupção e escutas ilegais.

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