29 de junho de 2022
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Relações entre Brasil e Holanda começaram há quase 400 anos

Antes da “invasão” recente de investidores holandeses ao Brasil, comerciantes dos Países Baixos se estabeleceram na região Nordeste por mais de 25 anos, no século 17.

Antes da “invasão” recente de investidores holandeses ao Brasil, comerciantes dos Países Baixos se estabeleceram na região Nordeste por mais de 25 anos, no século 17.
O episódio histórico, conhecido como “invasão holandesa”, deixou marcas fortes na sociedade brasileira, segundo a historiadora Virginia Almoedo, da Universidade Federal de Pernambuco .
De acordo com os registros históricos oficiais, a invasão dos holandeses ocorreu em duas etapas. Em um primeiro momento, os estrangeiros se estabeleceram na cidade de Salvador, no ano de 1624.
Em uma segunda ocasião, desta vez mais duradoura, representantes da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais ocuparam a cidade pernambucana de Olinda, seis anos mais tarde.
A permanência dos holandeses em território brasileiro durou nada menos do que 24 anos, período em que foram conquistados também outros estados do Nordeste: Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Maranhão. “Pernambuco já estava nos planos da Holanda há muito tempo por conta do açúcar”, explica Almoedo.
Na época, a recém-criada Companhia das Índias Ocidentais havia ganhado do governo da Holanda o monopólio do comércio nas Américas.
Em busca de lucros com a produção açucareira e o tráfico de escravos, a empresa ocupou não só ilhas do Caribe e territórios da América do Norte, como o próprio Brasil.
Os 24 anos foram tempo suficiente para que esse povo deixasse marcas na arquitetura, cultura e no imaginário dos brasileiros, principalmente por meio de seu principal expoente, o conde João Maurício de Nassau-Siegen, que governou os territórios conquistados entre 1637 e 1644.
Virginia Almoedo destaca como principais contribuições dos holandeses a criação de um plano urbanístico para Recife, então batizada de Mauristad (ou Cidade Maurícia) e o legado científico-cultural.
“Pernambuco ainda era a capitania mais próspera do Brasil em termos econômicos, mas não em termos de cultura, por conta da distância da Europa. Com Nassau, você vai ter algumas inserções da arte européia, do jardim europeu”, afirma.

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