Reizo e Sabino reclamam de ‘perseguição política”

Vereador e deputado federal pelo PTB foram banidos por oito anos de participar das próximas eleições

Condenados a oito anos de inelegibilidade pelo TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral), na última segunda-feira, por serem enquadrados pela Lei Complementar 135/2010 -Lei da Ficha Limpa-, o vereador Reizo Castelo Branco (PTB) e seu pai, deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB) já começaram a se defender. Reizo usou, ontem, o mesmo programa televisivo envolvido no seu processo de condenação -‘Voz da Esperança’, em que divide apresentação com seu pai, para responder às questões que levaram os parlamentares à condenação.
Segundo Reizo, sua família sofre, mais uma vez “perseguição política no Estado”, disse temer pela integridade física de sua família e avisou que seu pai, Sabino Castelo Branco está acostumado com “perseguições” e que acredita que Deus vai fazer justiça e lhe manter o mandato. Já o deputado federal disse que recorrerá a todas as instâncias possíveis e manterá o programa “Voz da Esperança”.
De acordo com o TRE, Sabino e Reizo, utilizam seu programa televisivo diário de forma indevida. Apesar da decisão unânime do TRE o deputado pode recorrer da decisão. O relator do processo, desembargador Flávio Pascarelli, entendeu que o deputado cometeu irregularidades durante exibição do programa de televisão apresentado por ele. O relator acolheu o argumento de que houve abuso no poder da comunicação. O voto de Pascarelli foi acompanhado por todos os outros juízes da corte
Castelo Branco deverá permanecer no cargo até o julgamento do embargo de declaração no TRE. A previsão é de que o julgamento deste recurso ocorra no prazo de um mês. Caso a cassação se confirme, no seu lugar deve assumir Luiz Fernando Nicolau (PRP), que até o início deste mês respondia a processo semelhante no mesmo TRE, mas que conseguiu decisão favorável.
O advogado de defesa, Délcio Santos, disse que vai pedir imediatamente agravo de instrumento, buscando um efeito suspensivo para a decisão da Justiça Eleitoral, alegando cerceamento de defesa no Tribunal Regional do Amazonas. Segundo ele, ainda cabem vários recursos, em outras instâncias da Justiça e que seu cliente vai provar inocência.
O Jornal do Commercio entrou em contato com a assessoria do deputado, mas não obteve respostas.

Histórico

Castelo Branco foi filiado ao PFL (atual DEM) entre 2005 e 2007, e desde então, está no PTB. Ele é empresário e apresentador de TV.
O deputado já ocupou o cargo de vice-presidente da Comissão de Trabalho e atuou como titular na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. O parlamentar ainda atuou como suplente na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; na comissão especial de fonogramas e videofonogramas e na CPI da Crise Aérea.

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