Regulamentação gera mais debate

O vereador Homero de Miranda Leão (PHS) lançou ontem na CMM (Câmara Municipal de Manaus) mais um ponto importante dentro do debate sobre a regulamentação do uso de drogas no Brasil. Para ele, deve haver uma união de bom senso sobre o assunto, já que a droga é covarde e vicia de forma silenciosa. “É muito difícil, uma raridade, que uma pessoa que esteja envolvida com drogas saia por vontade própria. Não é uma questão de consciência, mas uma questão de bioquímica. A dependência interage com a química do organismo, tanto que não tem como você dar segurança ao consumidor”, alertou o vereador que também é médico.
Homero Miranda afirmou que a maconha pode ser considerada a mais básica das drogas, mas não menos preocupante. “Aí todos acham que podem usar e que não vai ter problema algum. Na verdade, na maioria das vezes o vício se inicia pela maconha e depois vem uma droga mais forte. Há pessoas que são favoráveis a utilização da maconha e acham que deve ser liberada para o usuário. Eu sou contra a criminalização do usuário que é vitima nesse processo. Ele precisa de um tratamento”, explicou. O vereador humanista comentou ainda que é necessário que o poder público crie ferramentas e órgãos especializados para tratar os viciados. “Quando se trata de um usuário que tem condições de se tratar fora, em clínicas particulares, a historia é outra. E aqueles lá da periferia, que não têm condições de chegar nem ao centro de saúde, como é que se faz? Temos que dar apoio. As organizações não têm muitos voluntários que podem ser treinados, mas o fato é: droga é prejudicial a saúde causando vários efeitos colaterais, como o câncer”, ensinou Homero. Para a vereadora Conceição Sampaio (PP), que também entrou na questão das drogas, só as autoridades tem o poder para a ‘não legalização’ das drogas. “De fato nós vereadores estamos demonstrando a nossa insatisfação, mas os donos dos votos são aqueles que a população colocou no poder e, nesse momento, precisamos fazer o que a população pede para ser feito”, disse.
Sampaio afirmou ainda que a CMM deveria criar um projeto que obrigasse a prefeitura a criar centros municipais para atender dependentes. “Eu, sinceramente, como ser humano, como uma pessoa que já recebeu muitas mães aqui na Câmara, pedindo ajuda, porque não têm como ajudar seus filhos, acho que nós, vereadores, deveríamos apresentar alguma indicação para a prefeitura de Manaus, como um projeto de lei, para a construção de centros de tratamento para dependentes químicos”. A progressista criticou ainda a postura pró-liberação da maconha que assumiu o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. “Agora vem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é o mentor da liberação da maconha, dizer que quem for vender a maconha ou quem for plantar vai ter que pagar impostos”, ironizou ela, prometendo levar o assunto à tribuna da Câmara Municipal de Manaus todos os dias, em protesto.

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