Redução do IPI vai dar novo ânimo à comercialização de materiais

O sonho de reforma do imóvel próprio da dona de casa Ivaneide Silva Rodrigues, 60, começou há pouco mais de uma semana, mas ganhou novos ares ontem, com o anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre 30 itens de material de construção pelos próximos três meses.
Consumidora atenta, ela espera redução de preços nos itens do setor. Com a medida, empresários projetam recuperação já neste segundo trimestre.
As vendas do segmento caíram entre 4% e 5% no primeiro trimestre desse ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Simacon (Sindicato do Comércio Varejista de Louças, Tintas, Ferragens, Material de Construção e Elétrico de Manaus). A expectativa é que o setor recupere as vendas a partir do segundo trimestre, para fechar o ano com crescimento de 2% a 5% em 2009, ante os números do ano anterior.
A medida do governo federal, cuja publicação no Diário Oficial da União está prevista para hoje, começa a valer nesta quarta-feira, mas não gera benefícios diretos ao consumidor, pelo menos num primeiro momento.
“Os reflexos do IPI não alcançam exatamente a Zona Franca de Manaus, porque as empresas daqui já contam com incentivos fiscais em relação a esse tributo. Entretanto, os produtos que são importados de outros Estados, certamente, devem chegar com preço mais em conta. Isso deve influenciar na composição do custo da construção civil”, explicou o presidente do Simacon, Aderson Frota.
Com a redução, os itens podem chegar mais baratos ao consumidor, adiantou o líder empresarial.
É exatamente o que espera Ivaneide Rodrigues. “Assim, o orçamento calculado pra reforma da nossa casa pode cair ou podemos optar por comprar algumas coisas a mais, com o mesmo valor total projetado antes”, afirmou a dona de casa, acrescentando que vai esperar pra comprar mais produtos, passados os primeiros dias de abril.

Recuperação

De acordo com o presidente do Simacon, Aderson Frota, as perdas registradas nos primeiros três meses desse ano foram influenciadas, sobretudo, pelo aumento no índice de chuvas na região – o que, segundo ele, impede os trabalhos realizados no setor. “Choveu bem acima da média. Com isso, as vendas e as atividades da construção civil ficam prejudicas”, disse.

Só em uma loja do setor, as perdas foram de dois dígitos, em relação trimestre de 2008. “O segmento também vem sofrendo com o grande número de feriados no início do ano. Fevereiro, por exemplo, é um mês desfavorável para as vendas do setor”, justificou o proprietário da F. Almeida Material de Construção, Fernando Almeida. Para ele, a aceleração deve ocorrer somente após a Semana Santa.

Medida

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a redução do IPI sobre os materiais de construção vai estimular o segmento da autoconstrução e terão impacto grande na cadeia da construção civil. “Com essas medidas, estaremos dando um estímulo também para o setor de material de construção”, disse Mantega, observando que essas ações já impulsionarão o setor enquanto não começam a valer as medidas do pacote de habitação, previstas para entrarem em vigor no dia 13 de abril.

A partir de amanhã, a alíquota de IPI que incide sobre cimento cairá de 4% para zero; massa de vidraceiro passa de 10% para 2%; produtos utilizados em pinturas, de 5% para 2%; aditivos preparados para cimentos, argamassas ou concreto, de 10% para 5%; e disjuntores, de 15% para 10%.

Entre os produtos cujas alíquotas passaram de 5% para zero estão: tintas e vernizes; revestimentos não refratários do tipo dos utilizados em alvenaria; argamassa e concreto para construção; banheiros, boxes para chuveiros, pias e lavatórios de plástico; assentos e tampas de sanitários de plástico; caixas de descarga e artigos semelhantes de plástico; pias, lavatórios de porcela e cerâmica; grades e redes de aço; pias e lavatórios de aço inoxidável; fechaduras, ferrolhos, cadeados e dobradiças; válvulas para escoamento e outros dispositivos dos tipos utilizados em banheiros e cozinhas; e chuveiro elétrico.

Além disso, foi modificado o regime de tributação para a construção civil (congrega os impostos: IR, CSLL, PIS e Cofins), aplicado às construtoras, com redução de 7% para 6%. Caso a construtora esteja no programa de habitação anunciado pelo governo federal na semana passada, a redução vai a 1%.

Queda nas vendas chega a 5%

De acordo com o presidente do Simacon, Aderson Frota, as perdas registradas nos primeiros três meses desse ano foram influenciadas, sobretudo, pelo aumento no índice de chuvas na região – o que, segundo ele, impede os trabalhos realizados no setor. “Choveu bem acima da média. Com isso, as vendas e as atividades da construção civil ficam prejudicas”, disse.
Só em uma loja do setor, as perdas foram de dois dígitos, em relação trimestre de 2008. “O segmento também vem sofrendo com o grande número de feriados no início do ano. Fevereiro, por exemplo, é um mês desfavorável para as vendas do setor”, justificou o proprietário da F. Almeida Material de Construção, Fernando Almeida.
Para ele, a aceleração deve ocorrer somente após a Semana Santa. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a redução do IPI sobre os materiais de construção vai estimular o segmento da autoconstrução e terão impacto grande na cadeia da construção civil.
“Com essas medidas, estaremos dando um estímulo também para o setor de material de construção”, disse Mantega, observando que essas ações já impulsionarão o setor enquanto não começam a valer as medidas do pacote de habitação.

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