16 de abril de 2021

Redução do IPI deve elevar vendas em 20%

Diante da possibilidade de fechar mais um ciclo de fraco desempenho das vendas durante o primeiro quadrimestre, representantes do comércio local e analistas de mercado avaliaram como satisfatória a decisão do governo de reduzir o IPI

Diante da possibilidade de fechar mais um ciclo de fraco desempenho das vendas durante o primeiro quadrimestre, representantes do comércio local e analistas de mercado avaliaram como satisfatória a decisão do governo de reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no preço das geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos.
O setor varejista afirmou que as medidas de desoneração dos eletrodomésticos da linha branca contribuirão para um incremento de pelo menos 20% no volume de vendas e que o consumidor verá as reduções de preços já a partir deste fim de semana. Segundo o economista-chefe da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Fernando Silva, os descontos para o consumidor final poderão variar de R$ 300 a R$ 500, dependendo do produto, fato que poderá resultar em mudança no ranking da pesquisa de intenção de compra para o Dia das Mães. “O imposto sobre geladeiras, anteriormente de 15%, caiu para 5%; no caso dos fogões, o IPI era de 5% e passou a zero; para máquinas de lavar, o imposto caiu de 20% para 10%; e para tanquinhos, de 10% para zero. Com esses descontos, os consumidores aproveitaram o feriadão de Tiradentes para visitar algumas lojas e conferir se a medida é mesmo verdadeira”, considerou Jose Fernando.

Boas estimativas

O presidente da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula, afirmou através de sua assessoria de imprensa que a indústria de eletroeletrônicos está bastante animada com as estimativas de venda que o comércio tem referendado. “Ao reduzir o IPI para os eletrodomésticos numa situação de grande demanda sazonal, o incentivo do governo vai possibilitar a reposição de estoques e o aumento da produção industrial”, disse o executivo.
Já o economista Alcides Leite preferiu opinar que a inclusão de novos produtos de material de construção, além da inserção dos eletrodomésticos na lista dos que sofrerão redução do IPI, é o que contribuirá para o aumento do consumo. “Isto é importante, pois são produtos que geram efeito multiplicador na economia, pois possuem uma cadeia produtiva bastante ampla. Essas medidas do governo são positivas e contribuirão para amenizar a crise enfrentada pela indústria que se reflete no baixo consumo do varejo”, explicou.
A medida temporária do governo serve para estimular a produção nas empresas do setor, com capacidade ociosa devido à redução no nível de atividade econômica.
A perda de arrecadação dependerá da redução no imposto. Levantamentos preliminares da área econômica mostram que cada ponto percentual de corte no IPI de geladeiras, por exemplo, custa ao governo R$ 39 milhões ao ano. Dessa forma, se a queda for de cinco pontos, o governo abrirá mão de R$ 190 milhões. No caso das máquinas de lavar, o custo é de R$ 16 milhões a cada ponto de corte no IPI.
Lourival Kiçula, presidente da Eletros, afirmou que a redução do IPI ajudará as vendas do setor a ficarem estáveis no segundo trimestre, na comparação com igual período de 2008, após queda no trimestre anterior. “A venda de alguns produtos (entre os desonerados pelo governo) vinham caindo 10% e alguns caíram menos. Agora, o governo deu condições (crédito para o varejo) para que o consumidor possa adquirir os produtos”, disse o presidente.

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