Redivisão estadual pode gerar desenvolvimento

A polêmica sobre a criação de novos municípios no Amazonas continua. Para o deputado estadual Adjunto Afonso (PP), que esteve em Brasília nesta semana, a criação de novos municípios vai trazer grandes benefícios para o Estado, disse, rebatendo críticas de que a redivisão estadual pode aumentar a pobreza e o abandono do interior. Adjuto Afonso defende a proposta, explicando que os recursos do governo federal são retirados de forma que contenham todos os municípios que forem emancipados. Atualmente, os recursos e as políticas públicas, muitas vezes, não conseguem chegar naquele distrito ou naquela comunidade distante. “Hoje é muito difícil para a política pública chegar lá, até porque não tem direção, não tem gestor naquela área. Ao se tornar um município, aquele distrito terá políticas públicas chegando nessas vilas”, comentou.
O deputado afirmou ainda que, atualmente, estas comunidades não têm programas de desenvolvimento e dependem de intermediação da prefeitura do município ao qual pertencem.
“Se o gestor daquele município tiver boa vontade de fazer chegar a essas comunidades este tipo de política, sai muito mas caro para o município”.
Os parlamentares estão trabalhando para desmistificar a afirmação de que a criação de municípios geraria mais pobreza.
Afonso explicou que, em alguns casos, o município recém-criado, a partir de 5 mil habitantes, já nasce com 0,6% de participação no FPM (Fundo de Participação de Municípios), além de todas as outras estruturas de política pública que irão para aquele município, sem prejudicar, portanto, aquela cidade dividida.
Para Adjuto Afonso, os parlamentares podem constatar pelos municípios que foram criados, como Iranduba, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, que anteriormente eram vilas, e o desenvolvimento registrado nos últimos anos.
“Será que, hoje, eles estariam desenvolvidos se continuassem sendo vilas? Acredito que não”, disse, lembrando que para esses municípios se atraem investimentos, não apenas públicos, como também de indústrias que gostariam de se instalar, por exemplo, em um deles.
“Empresas de grande porte não vão se instalar em um distrito que não tem como ter acesso a qualquer tipo de incentivo municipal. Quando se encurtam essas distâncias e se dá autonomia para as grandes comunidades, a tendência é chegar recursos através de investimentos de indústrias e comércio, isso gera verba para o município. Muitos pensam que o município recém-criado vai sobreviver de recursos públicos apenas, mas a intenção não é esta. O que nós estamos discutindo são critérios para que qualquer governante tenha visibilidade econômica”, ressaltou.

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