Rede social também requer etiquetas

Os aplicativos de comunicação instantânea figuram entre os mais usados no Brasil e é justamente por essa instantaneidade, ter bom senso é regra, seja em mensagens pessoais ou empresariais. Um dos maiores problemas está no fato de que, o que foi publicado, mesmo ‘no privado’, pode ser replicado e viralizado. Em junho, uma pesquisa realizada pelo MEF (Mobile Ecosystem Forum), apontou o Brasil como o segundo de maior uso do WhatsApp no mundo (perdendo apenas para a África do Sul) com 76% dos usuários de mobile. Na sequência veio o Facebook Messenger (64%), seguido pelo SMS (37%) e pelo Snapchat (19%). Com 5% e 3% vieram Telegram e WeChat, respectivamente.
Já nos perfis de Facebook, Twitter ou Instagram, facilmente visualizados (é uma opção tornar todas as publicações públicas) as regras de etiqueta são tão cruciais quanto às de segurança, para quem publica ou para quem comenta, curte ou compartilha. E são muitas as dicas de especialistas, publicitários e consultores de mídias sociais, conta o administrador e consultor da o2o Marketing Digital, Moisés Branco. “Na web ou em eventos como o Digitalks, que passou por Manaus em maio, a expertise de desenvolvedores de conteúdo e consultores em comportamento é passada para o público, mas muito já está arraigado na cultura e na personalidade do usuário”, afirma Branco.
Entre as dicas de etiqueta nas mídias sociais, pede-se, por exemplo, que não se mande recados nos comentários, por exemplo: Alguém faz uma publicação e outro alguém comenta: ‘aproveita que tá online e diz quando vai me pagar?’. “Para isso existem as mensagens privadas. Comportamentos assim podem prejudicar a imagem de alguém, mesmo sendo uma brincadeira. Se lamentar em público ou postar ‘piadas internas’ na linha do tempo, também fica ruim. Se a piada é interna, para poucos, fica meio perdida e sem noção expor geral”, aponta o administrador.

Para empresas
Para o uso empresarial das redes sociais os cuidados são essenciais para o bom funcionamento. Em Manaus muitos empreendedores já reconhecem a maior urgência de conexão e exigência do público por meios de comunicação mais ágeis. As redes sociais acabaram por se tornar mais que uma plataforma de marketing, sendo usado também como SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) ou até mesmo como canal de vendas, o que pediu a presença de alguém preparado para o atendimento virtual ao cliente, conta o publicitário Carlos Castilho.
Não deixar nenhum comentário sem resposta é uma dica importante, afirma Castilho. “Não é só criar um perfil e postar alguma coisa, tem que ter o acompanhamento. E quem é responsável por essa mídia tem que ter respaldo para responder as perguntas que fazem no perfil, ou pelo menos saber para onde encaminhar as dúvidas, reclamações ou sugestões”, comenta.
Segundo especialistas, o engajamento e os comentários positivos para com a marca ganham um ‘up’ quando o responsável pelas postagens responde a todos os comentários. Essa preocupação passa a ideia de envolvimento da marca envolvida em sempre atender bem aos seus consumidores e potenciais clientes.
Castilho que escolheu o tema para seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) aponta algumas vantagens de se usar mídias sociais e suas aplicações, como o diálogo entre clientes e empresas que aos poucos vem deixando ser orgânico. “Mídias sociais são o futuro da comunicação empresarial, a empresa que não acompanha, uma hora quebra. Essa comunicação é o fator principal para manter o funcionamento da empresa, tanto no ambiente interno como no externo”, disse o publicitário.

Dicas

3 Não fazer do mural um “querido diário” – Publicar cada passo dado durante o dia é chato e desnecessário.
3 Não usar o Facebook para se lamentar da vida – Tem problemas? Deixe o mundo virtual e siga em frente. Ninguém tem obrigação de ficar lendo seus problemas, além de um dia isso ser muito constrangedor.
3 Não “taggear” – Marcar tudo e todos em suas postagens é um grande causador de problemas nas redes sociais, custando muitas vezes unfollow ou até mesmo bloqueio.
3 Não publicar fotos de crianças ou animais doentes ou mortos – Em casa não guardamos fotos feias para mostrar às visitas. O mesmo vale para as redes sociais.

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