Rede hoteleira se diz preparada

Faltando menos de um ano para o pontapé inicial da Copa de 2014 em Manaus, a única cidade do Norte a receber os jogos, conta com a aproximadamente 5.500 leitos disponíveis, distribuídos em aproximadamente 200 estabelecimentos na rede hoteleira. O número está bem abaixo do recomendado pela FIFA para a acomodação de turistas durante os 30 dias de competição.
Segundo a FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação), a orientação da Federação Internacional de Futebol é de que cada cidade-sede tenha uma quantidade de leitos disponíveis equivalente a 30% da capacidade total de seu estádio. Com uma arena para 44,3 mil pessoas, porém, seria recomendável ter uma estrutura para acomodar pelo menos 13,3 mil torcedores –número quase 2,5 vezes maior do que a capacidade atual.
No ano passado, o secretário-geral da entidade, Jèrôme Valcke, preocupado com os preparativos para a Copa do Mundo de 2014, criticou a capital amazonense justamente pela insuficiência da rede hoteleira.
“O Brasil não tem hotéis suficientes em todos os lugares. Há mais do que o suficiente em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas, se você pensar em Manaus, é preciso ter mais”, disse na época.
Mas apesar de tantos problemas, Manaus não deverá ter problemas com hospedagem de turistas brasileiros e estrangeiros que deverão assistir às quatro partidas que serão disputadas em território amazonense. É o que garante o Presidente do Sindicato de Hotéis de Manaus, José Roberto Tadros.
De acordo com Tadros, o número de leitos disponíveis na cidade de Manaus, somado ao número de leitos nos municípios mais próximos, será suficiente para atender a toda a demanda turística do evento. A expectativa é de que no próximo ano, mais cinco empreendimentos sejam inaugurados, elevando a capacidade hoteleira para 13,6 leitos, superando os níveis exigidos pela FIFA.
“A nossa rede hoteleira é excelente. É a melhor rede hoteleira do Norte do Brasil e de grande parte do Nordeste. Não temos problema nenhum. O fundamental é que temos possibilidade de atender os turistas que vierem de fora”, disse.

Hospedagem Alternativa

Tadros explica ainda que há um superdimensionamento da questão. Para ele, o fato de Manaus ser classificada como subsede, indica que a capital vai receber jogos de seleções menos tradicionais e –em tese –deve atrair menos turistas. Diante deste cenário, Tadros também critica o programa de Hospedagem Alternativa, lançado e abortado no mês passado pela Amazonastur (Empresa Estadual de Turismo do Amazonas), de incentivo à hospedagem residencial.
“Estão criando uma expectativa muito além da realidade, e isso não é bom. Por se tratar de uma subsede, Manaus receberá seleções como Nigéria e Camarões, por exemplo, ou quaisquer outros países sem nenhuma perspectiva para avançarem às fases finais da competição. Em cima disso ficam criando um clima e expectativa, como a que eu assisti dias atrás, em alugar quartos. Esse é o tipo do negócio que serve muito mais para sair na mídia”, acredita.

Imbrólio

Nem mesmo o possível leilão do único hotel cinco estrelas de Manaus, marcada para acontecer no próximo dia 19 de agosto, parece preocupar Tadros. Na opinião dele a concorrência não deverá encerrar as disputas judiciais envolvendo o imóvel e nem prejudicar a capacidade hoteleira da sede amazonense.
“Esse imbrólio já vem se arrastando há mais de cinco anos na justiça, então isso não vai se resolver agora. E por outro lado, caso seja arrematado, aquele imóvel só serve para esta finalidade: hotelaria. Quem comprar, vai compra com a finalidade de manter a atividade hoteleira”, disse.
O presidente do sindicato dos hotéis de Manaus finaliza cobrando mais investimentos nos setor público para preparar adequadamente a cidade aos desafios do Mundial de 2014, reforçando a ideia de que o setor privado dará conta do recado.
“Os investimentos que têm que ser feitos são investimentos públicos: limpar a cidade, arrumar a cidade, tirar os camelôs da rua, finalizar a ampliação do Aeroporto Eduardo Gomes, abrir avenidas para o trânsito rápido. Estas são as reais necessidades. Na área privada, fundamentalmente nas de hotelaria e restaurantes, não vai haver problemas”.

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