Recursos para a retomada do comércio chegam em boa hora

O governo do Amazonas vai injetar R$ 220 milhões na economia do estado com a antecipação da primeira parcela do 13º salário dos servidores. O governador Wilson Lima fez o anúncio nesta segunda-feira,08, em coletiva na sede do governo. Wilson Lima destacou também o aumento de 13,5% na safra de grãos como soja, milho e arroz, que este ano deverá atingir 42 mil toneladas, um recorde para o Estado. Em 2019, a safra foi de 37 mil toneladas, produzida principalmente no município de Humaitá, no Sul do Amazonas.

De acordo com o governador, o adiantamento de 50% do décimo terceiro, a ser pago nos dias 25 e 26 de junho, vai ajudar a aquecer a economia amazonense neste momento de retomada das atividades. A medida também é resultado do planejamento financeiro do Estado para enfrentar os impactos da pandemia do novo coronavírus.

“Em janeiro já havíamos começado esse planejamento. Quando houve a questão da pandemia, em algum momento a gente pensou que talvez não poderia honrar com esse compromisso com o servidor público, mas diante das decisões que tomamos, de corte de contratos e reavaliação de alguns serviços. Nós conseguimos garantir essa reserva de recursos para atender esse pleito do servidor público, entendendo que essa mão de obra é responsável pela garantia dos serviços essenciais do estado como saúde, segurança e demais áreas”, afirmou.

‘Mais de 113 mil servidores, entre ativos, aposentados e pensionistas, serão contemplados com a primeira parcela do décimo terceiro. De acordo com a Sead, o Estado tem 76,9 mil servidores ativos, 29,7 mil inativos e 7,1 pensionistas previdenciários.

Wilson Lima ressaltou, ainda, que os salários do serviço público estadual estão garantidos até o fim do ano. “O Governo do Estado consegue fazer hoje o anúncio da primeira parcela do décimo terceiro porque conseguimos fazer o nosso dever de casa. Além do décimo que estamos pagando nos dias 25 e 26, no adiantamento da primeira parcela, nós já temos garantido o pagamento do salário dos servidores até o final do ano. Essa garantia o servidor público do Amazonas já tem”, afirmou.

Recuperação

Durante a coletiva, que foi acompanhada por um grupo de deputados estaduais, Wilson Lima destacou outras medidas que o governo do Estado tem adotado para a recuperação econômica do Amazonas no pós-pandemia, como a retomada das obras de infraestrutura na capital e no interior, com geração de mais de 10 mil empregos diretos e indiretos e investimentos na ordem de R$ 386,3 milhões.

Questionado quanto ao saldo em caixa do governo estadual de R$ 4,1bilhões, registrado na Secretaria do Tesouro Nacional, referente ao primeiro quadrimestre de 2020, alvo de questionamento pelo deputado Serafim Corrêa (PSB), em sessão virtual da Aleam ( Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas),  quinta-feira, 4/6, de que “nada justifica a paralisação das obras, quando o Amazonas é um dos poucos estados privilegiados com esse volume de recursos”, o governador afirmou que “muita gente faz confusão sobre esses números”.

“A grande maioria dos recursos do Estados é vinculada. São contratações com BID ( Banco Interamericano para o Desenvolvimento), por exemplo, para construções de escolas com tempo integral. Contratações para o Prosamim. São operações de crédito junto ao Banco do Brasil, junto à Caixa Econômica Federal, que não podem serem utilizadas para outras finalidades. Exemplo Fundeb: são recursos destinados à educação, recurso do SUS é destinado à saúde. O que se tem de receita livre é muito pequeno. É um recurso que está disponível, mas que tem essas vinculações”, explicou o governador.

Setor primário na recuperação pós-pandemia

Segundo o governador, outro segmento importante para a recuperação econômica, no período pós-pandemia é o setor primário. “Com relação as atividades do setor primário, nós tivemos o cuidado de ampará-las. Porque o agricultor precisa fazer sua plantação, precisa continuar colhendo para que tenhamos alimentos nas nossas mesas. Há uns 15 dias que nós retomamos com atividade de fomento, lançamento de editais para casa de farinha, para a atividade de piabeiros, do Alto rio Negro e entrega de outros equipamentos”, disse Wilson Lima.

No Sul do Amazonas, o governador informou que retornaram algumas das obras de infraestruturas, como a obra de um anel viário no município de Humaitá, que é de grande importância para a produção de grãos. “Este ano vamos ter um recorde na safra de grãos no Estado do Amazonas. Ano passado foram 37 mil toneladas de grãos. Este ano será de 42 mil toneladas, apesar das dificuldades da pandemia. Puxada principalmente pela soja, milho e arroz. A propósito neste momento acontece a colheita de arroz em Humaitá. O setor primário tem dado uma contribuição significativa para a economia e vai ser um dos setores que mais vai ajudar na retomada aqui no Amazonas não vai ser diferente. Aumento de 13,5%.

Com relação as iniciativas do governo estadual, com objetivo de fortalecer o setor ´primário, o presidente da Faea (Federação da Agricultura do Estado do Amazonas, Muni Lourenço disse o governo do Estado implementou uma medida importante que vem garantindo que não haja desabastecimento de alimentos para a população, que foi a inclusão do setor primário dentre as atividades essenciais, não sujeitas à paralisação, condição essa que também foi estendida a toda a cadeia de insumos para o setor primário. 

“Isso permitiu q o setor agropecuário não parasse e isso é relevante porque as autoridades de saúde destacam ser importante a população estar com imunidade alta em momento dessa pandemia e para isso a alimentação é fundamental”, disse Lourenço

Mas segundo o presidente da Faea, para o crescimento contínuo o setor primário precisa principalmente de fortalecimento de políticas públicas de fomento, tais como, regularização fundiária e ambiental, assistência técnica, infraestrutura e simplificação no acesso a crédito. 

Com relação a safra recorde de grãos, Lourenço explicou que determinadas áreas no Sul do Amazonas tem vocação e potencial para a produção de grãos e que dá para conciliar alta produção com sustentabilidade ambiental. “Humaitá atualmente concentra essa produção. Quanto a questão da produção de grãos a nosso ver há perfeitas condições de conciliação da produção de grãos com a sustentabilidade ambiental, para isso adotando as tecnologias e boas práticas agronômica e ambientais.

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