Recursos Humanos de alto nível

Tendo como foco as políticas públicas de formação e capacitação de recursos humanos no apoio ao desenvolvimento tecnológico do Estado, sob a ótica da sustentabilidade, e ao Polo Industrial de Manaus, a UEA (Universidade do Estado do Amazonas) vem desenvolvendo uma série de projetos.
Atualmente, a UEA executa 27 cursos Stricto Sensu (Mestrado e Doutorado) e 48 Lato Sensu (Especialização), com cerca de 3,3 mil alunos ativos, em programas inéditos, como os de Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica (COPPE/UFRJ), Engenharia Química (Unicamp), Desenvolvimento Sustentável (UnB), Geografia Física e Geografia Humana (USP).

“Se o aluno faz engenharia elétrica, telecomunicação, mecatrônica industrial, ele não tem como ficar desempregado, porque essas são as linguagens dos setores produtivos locais. Mecânica, por exemplo, ofertamos hoje o triplo de vagas do que era ofertado em 2007, porque houve uma reunião com o setor de duas rodas e eles nos comunicaram a necessidade de mais gente com formação na área”, informou a reitora da Instituição, Marilene Corrêa.

Na área de pós-graduação, a UEA executa vários programas em parceria com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), entre eles: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, com ênfase em telecomunicações, executado em associação entre a UEA e a UFPE; Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, com ênfase em Sistemas Digitais, executado em associação com a USP; e mais dois programas próprios: o Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical e o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Recursos Naturais, nos quais os convênios com a Suframa possibilitaram o reforço de infraestrutura com a criação e ampliação de laboratórios e aquisição de equipamentos.

Parcerias estratégicas

Em 2008, com foco na demanda do mercado de trabalho local, foi implantado um programa especial com a oferta de 128 vagas para o curso de Engenharia Mecânica, oferecido pela Escola Superior de Tecnologia da UEA.
E as parcerias não param por aí. Em julho de 2009, foi assinado um acordo de cooperação técnica entre a UEA, a Suframa e o Fraunhofer Institute. O Fraunhofer Institute – ENAS é a maior instituição europeia no campo da pesquisa aplicada e desenvolvimento. Sua área de atuação é a micro e nanoeletrônica, além da biomicrotecnologia. Pelo acordo, em parceria com a Suframa e a UEA, o Fraunhofer instala definitivamente um escritório em Manaus para a aquisição de projetos científicos de interesse das três instituições. O termo de cooperação substitui e amplia um acordo assinado anteriormente entre o instituto alemão e a Suframa, inserindo a UEA como instituição de ensino e pesquisa nas áreas de engenharia mecatrônica e microeletrônica.

O acordo assinala como atribuições da Suframa, entre outras, promover a instalação de novas indústrias e investidores na região, particularmente nos Estados da Amazônia Ocidental. A autarquia centra esforços na promoção da educação e na consolidação de projetos de P&D em vários campos tecnológicos e formalizando programas de melhoria de competitividade de produtos regionais para, desta forma, promover o desenvolvimento regional.

Engenharia química

Outro programa que vem sendo executado pela UEA, em parceria com a Unicamp (Universidade de Campinas), é o curso de Engenharia Química, que visa à formação de mestres e doutores altamente qualificados, com a competência necessária e a responsabilidade de gerar soluções inovadoras e, dessa forma, contribuir para o avanço da ciência.
Para o Estado do Amazonas, a formação de mestres e doutores é uma questão estratégica. Com a exploração do gás natural e petróleo em Urucu, aumentou consideravelmente a demanda por formação especializada em engenharia química com ênfase na atividade industrial de produção de derivados de petróleo.

A estratégia de formação qualificada para o setor garante o desenvolvimento da indústria local. Em Manaus, o setor químico ocupa a terceira colocação, com faturamento de US$ 3.184 bilhões, montante que representa 12,30% do total faturado em 2009 por empresas do PIM.
A importância da formação especializada em nível de mestrado e doutorado em engenharia química garante a inovação e a melhoria do modelo de desenvolvimento local. Destaca-se, por exemplo, o caso do setor termoplástico do Polo Industrial de Manaus. O setor fechou o ano passado com uma média de 8.821 mil trabalhadores, uma queda de 9,67%, em relação a 2008. O Polo de termoplático, assim como tantos outros, passa por crise, que ocorre por vários fatores, entre eles, a queda significativa na produção de cinescópio para fabricação de televisores, 61,84% em relação a 2008, fechando 2009 com um volume total de 1,648 milhão de unidades fabricadas, quase quatro vezes menor do que o registrado no acumulado do ano retrasado.

Essa queda de faturamento se deu devido à substituição dos modelos de tubo pelos de Plasma e LCD.
A implantação de uma cultura científica na atividade industrial voltada para a inovação tecnológica evitaria também a necessidade de importação de produtos acabados da China, como gabinetes de aparelhos de som e DVD.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email