Recursos de R$ 34,7 milhões para setor

Após seis anos à frente da Sepror (Secretaria de Estado de Produção Rural), o ex-titular da pasta, Eron Bezerra divulgou na última quinta feira (3) um balanço de sua gestão (2007 a 2009 e 2011 a 2013). Durante a exposição de trabalhos e propostas futuras, foi anunciado um pacote de convênios e parcerias que somam R$ 34,7 milhões em recursos para o setor primário no Amazonas, que representa uma das maiores forças do PIB (Produto Interno Bruto), saltando de 4,38 % em 2007 para 7% no fim da gestão. Ainda no evento foi divulgado o volume de recursos captados através de ações de crédito por parte do Estado e instituições bancárias privadas, algo em torno de R$ 200 milhões em cada segmento.

Balanço
Os números divulgados pela secretaria mostram a situação geral da pasta de 2007 a 2013, abrangendo setores diversos, como infraestrutura, beneficiamento, agroindústrias, expansão da produção e ações socioculturais. Todos os setores tiveram números elevados, com grande destaque para o status de “área livre” de febre aftosa para o Estado, 2 mil km recuperados de estradas vicinais, criação de três feirões (que em 2013 movimentaram mais de R$ 15 milhões, beneficiando diretamente 500 famílias rurais), a abertura de concurso público e implantação do Plano de Cargos.

Força do setor
O salto no PIB do setor é bem retratado nos números elevados de recursos captados. Foram 70 convênios federais em 2013, com o valor total de R$ 200 milhões e espera-se um aporte ainda maior do setor privado. “O peso do setor é uma verdade e os recursos estão vindo com as ações facilitadoras de crédito. Recentemente, tivemos recursos liberados pelo Basa (Banco da Amazônia) na ordem de R$ 120 milhões. Recentemente, só para Manacapuru foram R$ 7 milhões”, disse Eron Bezerra.
Mesmo com todos os recursos captados, a meta é conseguir um maior empenho governamental. O orçamento para a setor é de 0,7 %, sendo divididos entre Sepror (0,4%), Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas) e Adaf (Agência de Defesa Agropecuária e Florestal). “Boa parte dos recursos foi captada fora das esferas governamentais, precisamos de mais recursos orçamentários do governo para incrementar ainda mais o setor”, ressalta o ex-secretário.
Nos últimos anos, a Agricultura (incluindo produção agrícola, pecuária e extrativista vegetal) foi o setor econômico que mais cresceu, com 5% do PIB nacional e 7% no Estado. “Estamos acima da média nacional e acima dos setores industrial e de serviços, sem a agricultura teríamos um deficit de R$ 84 bilhões”, resume.

Convênios
Com um total de R$ 34.719.590,07 provenientes de convênios com o Ministério da Integração, MPA (Ministério de Pesca e Aquicultura), de MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico), Fundo Amazônia, Petrobras e PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), a intenção da pasta é beneficiar todos os 62 municípios do Estado e os mais de 276 mil produtores rurais no Amazonas. Parte dos recursos já está disponível para a aplicação imediata, alguns já para o mês de abril.
Os recursos serão investidos na construção de UPAs (Unidades de Produção de Alevinos), pavimentação de vicinais e ramais, na capacitação e treinamento de profissionais na área da piscicultura, mecanização e escoamento da produção, entre outros projetos. Entre as ações que receberam os maiores aportes estão, a aquisição da produção através do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) com R$ 8,087 milhões, (sendo contrapartida do governo do Estado R$ 487,3 mil) e a expansão da cadeia produtiva da borracha e castanha da agricultura indígena (R$ 14,9 milhões).

Sucessão
A pasta será assumida pela vice-secretária e diretora executiva da Sepror, Sônia Alfaia, graduada em Engenharia Agronômica pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas), mestra em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras (MG) e doutora em Ciências Agronômicas pela Escola Superior de Agricultura e das Indústrias de Alimentos de Nancy (França). Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em manejo e conservação de solos tropicais, atuando principalmente nos seguintes temas: agricultura familiar, sistemas agroflorestais, agricultura indígena e agroecologia.
Para Eron Bezerra a transição tem o mesmo caráter natural que qualquer processo sucessório, sendo uma decisão unilateral do governador manter ou não a equipe. “Esperamos que seja mantido todo o staff, para dar continuidade ao que foi feito nos últimos sete anos. Ainda temos 60% dos projetos a serem concluídos e temos uma equipe qualificada para isso”, fecha.

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