17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Recuperação tímida para último trimestre

O PIM (Polo Industrial de Manaus) demonstra estabilização e apresentou crescimento no faturamento em real e abertura de postos de trabalho aponta indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), divulgados nesta segunda feira (12). De acordo com os dados, o faturamento em outubro foi o segundo melhor resultado do ano com R$ 6,75 bilhões (US$ 1.95 bilhão), atrás somente de agosto, quando foi registrado R$ 6,92 bilhões (US$ 2.11 bilhões). Em relação a emprego, o setor industrial encerrou outubro com 87.248 postos de trabalhos entre efetivos, temporários e terceirizados. Esse é o terceiro mês consecutivo em que tem alta na mão de obra empregada do PIM. Na avaliação dos empresários, os números ainda não representam recuperação econômica, mas acreditam que o pacote de medidas anunciadas pela equipe de Michel Temer ajudará a estimular o crescimento do país.

De acordo com o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, o cenário ainda não é de retomada. “O surgimento de novos postos de trabalho e o aumento do faturamento são reposição daquilo que já tínhamos e são inferiores quando comparados ao mesmo período do ano passado. Se pegarmos dados da produção industrial do IBGE, veremos que nos últimos doze meses a queda foi de 13,2% em relação a 2015. Já nos empregos, desde 2014 temos em torno de 40 mil desempregados”, afirma.

Conforme indicadores do PIM, de janeiro a outubro deste ano foram contabilizados 87.248 empregados. Em 2015, esse número era quase 100 mil. Se comparado a agosto de 2016, foram criadas 149 vagas, período em que foram contabilizados 87.099. Já a média mensal de empregos nos primeiros dez meses do ano ficou estabelecida em 84.913 mil postos de trabalho.

O empresário também adiantou que tem boas expectativas em relação as medidas anunciadas pela equipe econômica do governo federal. “A equipe nos apresentou projetos para realizar reformas que foram estudadas e debatidas. Hoje se gasta mais do que tem e aguardarmos a articulação da PEC 55, que tenta controlar os gastos do país. Mesmo sendo medidas impopulares e dolorosas são necessárias, não tenha dúvida que influenciará positivamente a economia com maior aceleração e trará resultados em até três anos. Mas acreditamos, firmemente, em uma recuperação econômica nacional e o consequente crescimento produtivo do PIM a partir do segundo semestre de 2017”, disse Azevedo.

Na avaliação do presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, os resultados demonstram uma estabilização no processo de queda. “Não podemos falar que é positivo, uma vez que nesse período deveríamos dar picos por conta do Natal. Precisamos aguardar as medidas do governo e o comportamento do mercado”, analisa. Para o empresário, além do pacote de medidas anunciadas pela equipe econômica do governo federal, a classe política também deveria dar exemplos.

“Tem que buscar o equilíbrio nas contas, mas a classe política também deveria dar exemplos como rever os benefícios dos parlamentares e os altos salários dos poderes. Além da quantidade de ministérios e rever a constituição. É importante salientar que as medidas anunciadas são necessárias, mas que afetam diretamente a sociedade. Acredito que não é momento de se preocupar com a popularidade e sim em resgatar a confiança dos investidores”, frisou o presidente do Cieam.

Segundo os indicadores, no acumulado de janeiro a outubro de 2016, o PIM registrou faturamento de R$ 60,65 bilhões.

O resultado representa um recuo de 8,48% em relação ao mesmo período no ano de 2015, quando foi contabilizado R$ 66,27 bilhões. Em dólar, o valor acumulado foi de US$ 17.54 bilhões, 14,95% menor do que no mesmo período do ano passado (US$ 20.63 bilhões). Já em setembro o faturamento foi de R$53,887 bilhões (US$15.581 bilhões).

A superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, afirmou que os resultados consolidados do mês de outubro são importantes, principalmente considerando-se a conjuntura econômica brasileira. “Conforme esperávamos, o segundo semestre tem trazido resultados mais positivos, com aumento nos índices de faturamento e de geração de empregos, e isso nos traz mais otimismo e confiança.

Esse é o terceiro mês consecutivo em que temos alta na mão de obra empregada do Polo e esperamos que essa tendência de retomada seja consolidada, intensificando a geração de emprego e renda não apenas na região, mas em todo o país, pois a atividade econômica do PIM traz benefícios diretos e indiretos a diversos Estados brasileiros”.

Segmentos

Os setores que representam maior participação percentual, em moeda nacional, no faturamento do PIM são: o setor eletroeletrônico (27,91%), seguido pelos segmentos de bens de informática do Polo Eletroeletrônico (18,43%), duas rodas (14,93%), químico (14,77%), termoplástico (5,95%) e metalúrgico (5,35%).

Dentre todos os setores, aqueles que apresentaram variação positiva no faturamento, em real, quando comparado aos dez primeiros meses de 2015 estão o de bens de informática do polo mecânico (55,57%); brinquedos -exceto bens de informática (28,57%); beneficiamento de borracha (21,25%); isqueiros, canetas e barbeadores descartáveis (15,59%); bens de informática do polo eletroeletrônico (7,56%); bebidas (4,21%); termoplástico (2,70%) e produtos alimentícios (1,34%)

A lista dos principais produtos do PIM, por faturamento é liderada pelos televisores com tela de cristal líquido (LCD); motocicletas, motonetas e ciclomotores; telefones celulares; condicionadores de ar split system; e receptores de sinal de televisão.

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