Recuperação motivada por PPBs

O setor termoplástico do PIM vive momento de otimismo. Após início de ano com alto número de demissões o setor reagiu no segundo semestre influenciado principalmente pelo avanço das negociações dos PPBs que envolvem o segmento. O setor atingiu até outubro US$ 1.536 bilhões em faturamento, contra US$ 1.462 de igual período de 2012. Um crescimento de 5,03% em comparação com igual período do ano passado.
O diretor executivo da Simplast (Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Manaus), Paulo Abreu, disse que o setor começou a se recuperar, após o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria) sinalizar que acataria as mudanças nos PPBs pedidas pelo setor. “A partir de maio desse ano nós começamos a ter dificuldades de fornecimento de peças em função dos PPBs que estavam permitindo importação de peças plásticas diretamente dos países de origem asiática. Começamos a negociar a partir daquele mês com a Suframa, governo do Estado e Mdic uma forma de revisarmos os principais PPBs e isso foi feito”, conta
Segundo Paulo Abreu, o faturamento e as contratações começaram a melhorar após a presença do ministro Fernando Pimentel na reunião do CAS (Conselho Administrativo da Suframa). “Fizemos contato diretamente com o ministro, que definiu que isso estaria protegendo as empresas componentistas de Manaus. Não só de plásticos, mas também de embalagens como papelão e isopor. A negociação está bem adiantada”, contou. A principal mudança é o índice de regionalização da utilização de peças e componentes plásticos. “Nós pedimos um índice de no mínimo de 60% de todas as peças importadas desses PPBs sejam necessariamente feitas aqui”.
Os investimentos no setor sofreram um grande aumento. De US$ 788 milhões em 2012 para US$ 1,144 bilhão em 2013. Uma das justificativas é adequação que as empresas estão fazendo para se adequar a um mercado que consome menos plástico. “Antigamente fazíamos aqueles caixotes curvados para os televisores que pesavam até 6,5kg. Hoje fazemos um produto com 900g. Segundo Paulo Abreu, o emprego da tecnologia aumenta o valor agregado do produto. “Tivemos perda de peso de plástico, mas tivemos ganho no processo produtivo dessas peças”, ressalta.

Contratações

O presidente do Sindplast (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Plástico), Fabrício Brito, conta que as contratações do setor também começaram a se recupera após o Mdic sinalizar que acataria as mudanças nos PPBs pedidas pelo setor. “As empresas recuperaram mais de 30% das contratações de agosto para cá. Acredito que haverá um bom crescimento ano que vem. Estamos terminando o ano com uma perspectiva boa”. No primeiro semestre as demissões do setor chegaram a somar 1.330 empregos. Um dos casos que mais ganharam destaque foram as demissões da empresa Masa da Amazônia e Tuttiplast, que chegaram a demitir mais de 400 funcionários em abril.
Apesar do otimismo, Fabrício afirma que o segmento ainda está longe de alcançar o valor de contratações do passado. “Não está bom, mas está melhorando. Em 2009 tínhamos na faixa de 14 mil empregos. Esse ano chegamos a ter apenas sete mil, mas agora já voltamos para os nove mil. Com a aprovação desses PPBs podemos voltar a ter patamares altos”, completa. Segundo os indicadores do PIM da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), a mão de obra do setor termoplástico sofreu redução de 3,42% em 2013 e conta atualmente com 10.451 funcionários incluindo mão de obra temporária e terceirizada e 9.771 considerando apenas os efetivos.
Para o Simplast o cenário de 2013 foi de “manutenção de emprego no mínimo necessário para não perder mão de obra especializada”. No entanto a expectativa é de que “Com as negociações sendo confirmadas vamos ter uma recuperação lenta e gradativa”. De acordo com Paulo Abreu, essa recuperação gradativa será de até 2.000 a 2.600 empregos diretos. “O que poderá refletir para até 9.000 empregos indiretos”, afirma.

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