Recuperação do primeiro trecho da BR-319 deve custar R$ 165,7 milhões

Mais um passo para viabilizar a recuperação da BR-319. Na terça-feira (15), o Ministério da Infraestrutura publicou vídeos mostrando a mobilização com o deslocamento de máquinas e materiais de construção para a pavimentação do trecho de 52 quilômetros entre os km 198 e 250 da rodovia que liga Manaus a Porto e ao restante do País.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, publicou no Twitter as imagens do comboio transportando todo o material necessário para as obras que vão custar inicialmente R$ 165,7 milhões, segundo ele.

Freitas disse que o objetivo é antecipar ao máximo o projeto de reconstrução da via tão logo comece o chamado ‘verão amazônico’ a partir de julho, dando condições necessárias para tocar o projeto.

Sem se referir diretamente à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro Tarcísio de Freitas disse que o asfaltamento da BR-319 não será concluído em apenas um mandato.

“Quando a gente fala de 319 não é obra para um mandato só. Pela complexidade do projeto e sua importância, a rodovia deve ter investimento contínuo. Investimento a longo prazo”, ressaltou o ministro da Infraestrutura.

Por ora, estão sendo deslocados para a região equipamentos, pedra brita, areia, canteiros e usina de asfalto para a retomada da execução do projeto. “A pavimentação do trecho terá início com a sua capacidade máxima quando as chuvas começarem a cessar na região”, informou o ministro.

Ele disse que o ministério adotou uma estratégia similar na BR-163, no Estado do Pará. “Representa uma mobilização no âmbito da liberação da primeira leva de projetos para ter início imediato, aproveitando a janela climática”, acrescentou.

O ministério assinou o contrato para a recuperação do trecho em dezembro do ano passado, dois meses depois da visita do ministro Tarcísio de Freitas ao município amazonense de Humaitá (distante quase 700 quilômetros de Manaus), por onde passa a rodovia 319, muito estratégica para promover um maior intercâmbio comercial e agregar mais competitividade aos produtos fabricados no polo industrial do Amazonas.

O primeiro trecho a ser pavimentado é conhecido popularmente como ‘Lote Charlie’, que vai do quilômetro 198 ao 250.

Vice-presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) usou o Twitter para elogiar os esforços do ministro Tarcísio de Freitas na retomada das obras da estrada BR-319. Mas alertou. “É preciso cautela, uma vez que o trecho mais problemático da rodovia ainda não está com a documentação necessária para ser pavimentado”, disse o parlamentar.

De acordo Marcelo Ramos, o grande problema criado em torno da novela sobre a recuperação da rodovia é o trecho do meio. “Continua ainda sem licenciamento para viabilizar a pavimentação”, acresceu o deputado.

Estratégica

Inaugurada em 1976, a BR-319 possui 885,9 quilômetros de extensão – 821 quilômetros no Amazonas e 64,9 quilômetros em Rondônia. A rodovia é a única ligação terrestre do Amazonas com as demais regiões do Brasil. Ao longo de seu curso, a estrada tem acesso a cidades amazonenses como Humaitá, Lábrea e Manicoré.

A rodovia está localizada próximo a região de terras indígenas do Amazonas. Após a inauguração, a BR-319 podia ser percorrida de Manaus a Porto Velho em cerca de 12 horas, mas, por falta de manutenção, tornou-se praticamente intrafegável a partir de 1988. Nos governos FHC, Lula e Dilma (de 1995 a 2016), a recuperação da via sempre esteve entre as obras de infraestrutura prioritárias.

Apesar disso, nunca foi efetivada por completo. O máximo que os governos conseguiram foi realizar obras de repavimentação e conservação nas duas extremidades da estrada, no sentido Porto Velho (RO) – Humaitá (AM) e no sentido Manaus – Careiro, no Amazonas

Hoje, a rodovia é considerada estratégica para alavancar as atividades econômicas nos Estados que formam a Amazônia Ocidental. Lideranças políticas e empresariais da região tentam acabar com os gargalos ambientais que se arrastam há pelo menos três décadas para viabilizar a recuperação da estrada.

Foto/Destaque: Divulgação

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