Recuperação da economia vai impulsionar caderneta de poupança

A caderneta de poupança deve continuar atraindo um volume cada vez maior de depósitos com a recuperação economia nos próximos meses. Essa é a avaliação feita pelo Banco Central no Relatório Trimestral de Inflação.
De acordo com a instituição, outro fator que reforça essa trajetória é a política monetária (leia-se, queda na taxa básica de juros). A redução da taxa Selic para os atuais 9,25% ao ano -o menor patamar da história- afetou a rentabilidade dos fundos de investimento, que já perdem para a aplicação mais popular do país.
“A esperada recuperação da economia deverá traduzir-se em continuidade da trajetória de expansão dos depósitos, que, ademais, tende a ser estimulada pela rentabilidade favorável da poupança no contexto atual da política monetária’’, diz o Banco Central no relatório.
Em maio, para evitar uma fuga de investidores para a caderneta, o governo anunciou que iria cobrar Imposto de Renda dos valores acima de R$ 50 mil por aplicado a partir de 2010. Além disso, haveria redução no IR dos fundos ainda neste ano.
As duas medidas ainda não saíram do papel. Mesmo assim, o BC diz que essas migrações de investimentos “devem ser cuidadosamente monitoradas pelas autoridades’’. Segundo dados do BC, o patrimônio aplicado na caderneta de poupança aumentou em R$ 31,5 bilhões entre março de 2008 e fevereiro de 2009. No mesmo período, as aplicações em fundos de investimento (renda fixa, curto prazo, cambiais, multimercado e referenciados) acumulam uma perda de R$ 75,2 bilhões. Em 2009, as saídas de recursos registradas em janeiro, março e abril na poupança foram compensadas por ingressos de R$ 751 milhões em fevereiro e de R$ 1,9 bilhão em maio, o que resultou em captação líquida de R$ 357 milhões nos cinco primeiros meses do ano.

Desemprego aumenta até julho

O Banco Central prevê que a taxa de desemprego deve chegar a um pico de 9,8% em julho e encerrar o ano em 7,6%, de acordo com o diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita.
O último dado divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou em 8,8% em maio, quase estável em relação a abril (quando a taxa era 8,9%).
No final de 2008, a taxa estava em 6,8%, mas subiu devido à piora na crise internacional de crédito.
A média da taxa de desemprego deve ficar em 8,8% neste ano, ante 7,9% no ano passado, segundo o BC.
Em maio, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que o nível de desemprego retornaria ao patamar observado em 2007. Naquela época, esse indicador registrou uma média de 9,3%.
O Banco Central prevê também um aumento da massa salarial de 2,5% neste ano, depois do avanço de 6,9% em 2008. Nos 12 meses encerrados em maio deste ano, cresceu 3,3%.
O número não considera a renda do funcionalismo público, aposentados e Bolsa Família. Com isso, o percentual sobe para 3,5%.
O diretor atribui esse crescimento menor à mudança provocada pela crise. “Os rendimentos nominais estavam crescendo em um ritmo muito forte no ano passado e agora mostram uma desaceleração’’, afirmou.

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