Recorde em faturamento e importações

No ano marcado pela Copa do Mundo, dólar baixo e consumo interno aquecido, as fábricas do PIM (Polo Industrial de Manaus) bateram recordes no faturamento e nas importações.
A Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), autarquia federal que concede os incentivos fiscais às empresas, aponta que o polo fechará o ano com um faturamento de US$ 33 bilhões, 30,96% superior ao registrado em 2009 (US$ 25.9 bilhões).
De janeiro a outubro, as importações de componentes (partes e peças) das indústrias cresceram 75,32% em relação ao mesmo período do ano passado: US$ 8.83 bilhões, contra US$ 5.04 bilhões.
Já as exportações, no mesmo período de 2010, somaram US$ 884.8 milhões.

Sem infraestrutura

Foram tantos componentes importados, em especial pelas fábricas de televisores LCD (display de cristal líquido) e celulares, que a infraestrutura de armazenagem do Teca (Terminal de Cargas) do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes não suportou o volume.
A crise teve seu ápice em abril. A Receita Federal e a Infraero (estatal que administra aeroportos) fizeram plantão para agilizar a liberação das mercadorias e não atrasar a produção.
O presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, diz que a economia em 2011 deve repetir o mesmo desempenho deste ano. “Se tivermos um volume de carga modal aéreo substancial corremos o risco de novos problemas, porque a Infraero não se preparou adequadamente”, salientou.
Segundo a Infraero, de janeiro até o dia 24 deste mês desembarcaram nos terminais do aeroporto 200.307 toneladas de cargas das indústrias, alta de 38,73% em relação a 2009 (134.733 toneladas de cargas). Em abril, o volume de cargas superou em 167% o do mesmo mês do ano anterior.
De acordo com nota da assessoria de imprensa da Infraero, a infraestrutura atual poderá suportar um crescimento médio de 30% sobre o movimento de 2010. As obras de ampliação dos dois terminais de logística, com conclusão prevista para o segundo semestre do ano que vem, elevará os espaços de armazenagem em cerca de 25%.
Aldemir Medeiros, inspetor-chefe substituto da Alfândega no aeroporto de Manaus, disse que “as experiências obtidas durante o ano de 2010 serão suficientes para superar quaisquer dificuldades decorrentes de possíveis aumentos de operações”.

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