Receita tributária soma R$ 4,5 bi

O Amazonas registrou a segunda melhor arrecadação tributária do ano. Em agosto, R$ 611, 70 milhões foram recolhidos aos cofres públicos de acordo com dados da Sefaz-AM (Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas), cifra inferior apenas em relação à arrecadação de junho (R$ 639,03 milhões).
O pagamento de taxas e impostos estaduais superou em 8,24% o resultado do mesmo período do ano passado e apresentou crescimento de 1,89% frente ao mês imediatamente anterior. O ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) -principal tributo estadual- foi responsável pelo recolhimento de R$ 562,56 milhões, crescimento de 5,68% frente a agosto de 2011 e de 2,52% no confronto com julho.
Para o economista e vice-presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Francisco de Assis Mourão Junior, o início da produção das indústrias para o Natal pode ter influenciado o resultado.
Segundo o levantamento, com R$ 266,54 milhões, a arrecadação da indústria avançou 9,69% em agosto frente a igual período do ano passado e 26,54% frente ao mês anterior.
“A economia finalmente parece estar aquecendo, especialmente a indústria”, afirmou.
No entanto, ele pondera que o crescimento só deve se estender até outubro, quando os pedidos para abastecer as lojas estão praticamente encerrados.
O analista econômico da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Gilmar Freitas, concorda que o incremento seja reflexo das encomendas para o período natalino, mas diz acreditar que um crescimento maior nesse sentido só será percebido com mais clareza em setembro e outubro. Na análise do especialista, o impulso veio de algumas medidas federais que, segundo ele, começam a dar resultado.
“Nós já esperávamos essa reação. As medidas demoram mesmo a fazer efeito”, disse.
Ele explica que, mesmo com o incentivo não sendo voltado diretamente para um setor, ele atinge todos os outros, porque estimula a geração de mão de obra e a circulação da renda.
“A redução o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o setor automotivo é um exemplo. Ativou a fabricação de veículos fora do PIM, mas surtiu efeito sobre o comércio de veículos, gerando renda para essa parcela da população, que por sua vez injetou parte desse dinheiro no mercado.Também houve alterações no IPI da construção civil e da linha branca”, detalhou.
Mas, para ele, o principal efeito foi a redução gradual da Selic -taxa básica de juros-, que está cotada atualmente a 7,5% ao ano. “Depois de consecutivos cortes, apostamos que agora, finalmente, os reflexos serão sentidos”, comemorou.
A expectativa do economista é de melhora até o final do ano com avanço nos investimentos e na contratação de mão de obra.

Comércio e serviços

Enquanto isso, o comércio apresentou leve retração no mês (-0,42%) frente ao mesmo mês do ano anterior com arrecadação de R$ 234,63 milhões. Em relação a julho, a queda passou a ser de 15,35%.
Já o setor de serviços acumulou em agosto, R$ 61,39 milhões, 14,38% a mais frente a agosto de 2011. Na comparação com julho deste ano, o setor se manteve estável, com variação positiva de apenas 0,31%.

Acumulado

Entre janeiro e agosto, a receita tributária estadual somou R$ 4,53 bilhões, crescimento de 10,3% frente a igual intervalo do ano passado. Só com ICMS foram recolhidos R$ 4,17 bilhões, 9,95% a mais frente ao acumulado de 2011.
Desse montante, R$ 1,90 bilhão correspondeu ao ICMS do segmento industrial que anotou expansão de 4,97%, R$ 1,81 bilhão ao imposto pago pelo comércio (14,55% a mais frente ao mesmo intervalo do ano anterior) e R$ 470,40 milhões vieram do setor de serviços, acréscimo de 17,65% frente ao acumulado dos oito primeiros meses de 2011.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email