Ela é economista, deputada federal pelo PP e uma defensora das questões socioeconômicas que atinjam o povo do Amazonas, da região Norte e Nordeste do país, por isso se considera uma forte candidata ao governo do Estado nas próximas eleições. Rebecca Martins Garcia nasceu na Santa Casa de Misericórdia em Manaus e hoje faz parte da Frente Parlamentar no Congresso Nacional em defesa das Santas Casas no país, encarando como aliadas na recuperação da Saúde. Ela também disse que o PP hoje é um partido consolidado no país e vai criar um projeto diferente e viável para o país. Esses são alguns assuntos abordados durante entrevista exclusiva concedida pela deputada Rebecca Garcia ao Jornal do Commercio.

Jornal do Commercio – Deputada Rebecca, quais as expectativas para as eleições?
Rebecca – Agora está todo mundo se preparando. O PP tem a intenção sim de lançar candidato no Amazonas. O PP hoje é um partido consolidado no país. É um partido que tem demonstrado parceria com o governo federal e também tem demonstrado a preocupação em desenvolver e criar um projeto diferente e viável para o país.

JC – A senhora é uma forte candidata ao governo do Amazonas?
Rebecca – O partido hoje me indica como candidata e o meu nome está à disposição do partido, do povo do Amazonas e no momento certo estaremos reunindo com os aliados e analisando de que maneira será colocada a disposição do povo do Amazonas essa candidatura.

JC – Como está a articulação para a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos?
Rebecca – A articulação da prorrogação da Zona Franca é uma bandeira de todos nós da bancada do Estado do Amazonas. E conhecendo as posições da presidente Dilma é inevitável que seja prorrogado, talvez por algum motivo. Eu acredito até da necessidade de ter se colocado o orçamento como prioridade no final de 2013, ficou para esse ano. Mas será feito, o projeto Zona Franca de Manaus, não é projeto do Amazonas, é um projeto do Brasil. Ele é importante para dar condições de trabalho para a região Norte do país e, voltando os trabalhos na Casa, é o tempo de se articular, colocar em pauta e votar.

JC – Existe uma resistência política com relação à prorrogação do modelo Zona Franca de Manaus, que possa comprometer a promessa da presidente Dilma, feita em palanque nas eleições passadas?
Rebecca – É claro que há aqueles que vão se posicionar contra, faz parte do jogo. Se algum modelo econômico que fosse desenvolvido em São Paulo e que nós achássemos que prejudicaria o Estado do Amazonas eu me colocaria automaticamente contra. É normal que venha alguma oposição de alguns Estados, mas eu acredito é que não venha a influenciar no resultado de alguma votação. Eu acredito que é bem segura a prorrogação.

JC – A parceria entre o Amazonas e Pará através do Entreposto da ZFM em Santarém, fortifica a defesa do modelo?
Rebecca – O Pará agora é um forte aliado e isso tudo fortalece para que a defesa aumente. O Estado do Pará é uma bancada significativa que vem somar. É uma articulação que pode ser trabalhada não dentro do Norte, mas com o Nordeste também, ambos tem muitas particularidades comuns. A questão é a diferença com o resto do país, nós fazemos parte daquela franja que por muito tempo ficou esquecida, um dos grandes problemas do país é maior do que a diferença internacional são as diferenças internas. Por muito tempo o Amazonas, o Norte e o Nordeste tiveram nessa situação e chegou a hora de nos unirmos para fortalecer, não só o Amazonas, mas toda essa região.

JC – Sobre a retomada das atividades da Santa Casa de Misericórdia em Manaus, em que momento o governo federal, através do Ministério da Saúde, liberou recursos para essas instituições por todo o Brasil?
Rebecca – Existem algumas questões ainda, eu mesma faço parte da Frente Parlamentar no Congresso Nacional em Defesa das Santas Casas no país. Eu tenho um carinho especial por essa questão porque eu nasci na Santa Casa de Misericórdia em Manaus, mas segundo a prefeitura, aquele prédio não se encontra mais numa posição geográfica permitida para que um hospital funcione no Centro da cidade, por questões sanitárias.

JC – Mas há uma sugestão de um novo local para abrigar a Santa Casa em Manaus?
Rebecca – Muito provavelmente não será naquele prédio. Nessa discussão que tive com as pessoas responsáveis na prefeitura sobre a Santa Casa, falaram que aquele local seria requalificado para funcionar uma central de artesanato, espaço cultural de forma que atraia o turista para aquele local. Mas a instituição Santa Casa começa a receber fôlego, portanto nós torcemos e trabalhamos para que volte o mais rápido possível. É importante colocar que o Congresso Nacional, o Poder Executivo e o país veem as Santas Casas como fortes aliados na questão da Saúde Pública. Se continuarmos no caminho que estamos, provavelmente conseguiremos resgatar todas as Santas Casas do país que hoje vivem esse momento muito parecido e pedem por misericórdia.

JC – A senhora também acompanhou a comitiva do Ministério da Aviação Civil durante a vistoria no aeroporto de Manaus, realizada na quinta-feira passada. Qual foi a primeira impressão da nova estrutura que segue o padrão internacional?
Rebecca – Nós recebemos o convite do Ministério, para estarmos presente e acompanhar o ministro Moreira Franco durante a visita. E foi uma oportunidade para conhecer a nova estrutura no subsolo do aeroporto de Manaus, área destinada ao desembarque internacional de passageiros e devo confessar que fiquei muito satisfeita, eu não imaginava que já estivesse assim, quase pronta. Agora sim, o Estado do Amazonas recebe um aeroporto que tem condições de atrair novos voos, novos parceiros e novas companhias aéreas que venham aterrissar aqui e abrir nosso Estado para o resto do mundo.

JC – Acompanhando essa visita in loco a senhora tem mais argumentos para rebater as críticas quanto ao atraso das grandes obras na cidade para a Copa?
Rebecca – Exatamente. É importante porque conhecendo de perto o andamento das obras tem como defender no Congresso Nacional ou como cobrar também do que não tiver a altura daquilo que se é esperado. Nós sabemos que o sonhado é um e o possível é outro. Então precisamos fazer uma avaliação e tentar tirar um termômetro daquilo que é possível também. Mas vai ser uma oportunidade de capitalizar esse momento da reestruturação aeroportuária, para o turismo no nosso Estado e, também para negociações comerciais porque um aeroporto é uma infraestrutura necessária para todo o tipo de parceria comercial.

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