Rebanho menor eleva preço do boi gordo em quase 40% este ano

Preço de entressafra em plena safra. Esse é o atual perfil da pecuária de corte no País que registra preços muitos superiores aos praticados no ano passado. Em São Paulo, a cotação atual peso é de R$ 75 a arroba, valor 38,5% superior a média registrada em janeiro de 2007.

“A redução do rebanho bovino e o aumento da demanda de carnes foram fundamentais para a alta dos preços da arroba”, afirma Gabriela Tonini, da Scot Consultoria.

Tradicionalmente, as cotações do boi gordo tendem a recuar em janeiro por conta do aumento da oferta, com o início da safra.

Segundo a consultora, a expansão da área industrial, com a construção e ampliação de frigoríficos, ocorrida nos últimos dois anos, elevou a demanda de animais para abate. “Os preços dos bovinos só começaram a se recuperar no ano passado, mas antes disso, houve um período de cotações em baixa, o que provocou o descarte de uma boa parcela do rebanho”, explica Gabriela.

Até o ano passado, o setor calculava um rebanho bovino em torno de 200 milhões de cabeças. A primeira prévia do senso do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) — cujo dado oficial será divulgado em breve — indica uma redução do plantel de até 11%, ficando em 180 milhões de cabeças.

Para a consultora, o cenário, aponta para preços significativamente mais altos este ano em comparação com 2007.

Carne do Uruguai

Assim como o Brasil, o Uruguai — grande exportador de cortes especiais de carne bovina — também registra pouco oferta de gado.

Apesar das últimas chuvas que caíram no país vizinho, as perspectivas para médio e longo prazo indicam falta de gado em 2008 para atender a demanda de abate.

Durante a primavera, embora tenha havido pasto, o cenário esteve bastante equilibrado com a oferta, mas à medida que as chuvas de setembro e outubro começaram a se transformar em seca em novembro e dezembro, aumentou a pressão sobre a oferta.

Déficit hídrico

Segundo Gustavo Basso, da Associação de Consignatários de Gado do Uruguai, o ano está começando e não há possibilidades que piore. “As chuvas acalmaram a pressão vendedora em algumas regiões, mas em outras, está havendo déficit hídrico”, afirmou Basso à imprensa local.

A falta de chuvas prejudicará a produção de grãos e, consequentemente, o setor pecuário “A oferta de gado não vai acompanhar o ritmo de demanda dos abates, haverá déficit nas entregas até que o gado engorde”, completa Basso.

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