Real Cred fecha 2007 com decréscimo de 50% nos negócios

Conforme a proprietária da financeira Real Cred, Luzia Siqueira, a agência de crédito encerrou 2007 com decréscimo de 50% no número de empréstimos consignados. “O mercado está mais restrito a cada ano.

Com essas mudanças, a estimativa é que a queda seja considerável”, disse.

A financeira prevê uma retração significativa na carteira de clientes com a exclusividade do Bradesco sob os créditos para servidores municipais.

“Existem bancos com taxas menores, mas o cliente não vai poder optar por outra instituição” disse Luzia. Atualmente, a taxa da Real Cred varia entre 1,75% e 2,90%, dependendo do número de parcelas. Quanto maior o prazo, maior são os juros.

Segundo a empresária, os empréstimos concedidos entre os dias 2 e 7 de janeiro na financeira foram firmados com base no limite de 30% do salário líquido e esperam aprovação. A proprietária da Real Cred explicou que se os contratos não forem admitidos, será necessária a realização de outro cálculo, tendo como margem o comprometimento de apenas 20% do beneficio recebido pelo aposentado ou pensionista.

A empresária explicou que antes o beneficiário do INSS que recebia um salário mínimo (R$ 380) poderia pagar parcelas de no máximo R$ 114. Hoje, esse valor caiu para R$ 76. “Caso o cliente deseje emprestar mais terá que utilizar o prazo de 60 meses, o que adia a realização de um refinanciamento”, afirmou. Segundo Siqueira, a medida é prejudicial tanto para as financeiras quanto para os clientes, que querem emprestar além do limite permitido.

Pagar mais

Conforme avaliação do economista Rodemarck Castello Branco, com a mudança nas regras do consignando para segurados, o governo federal garante maior segurança às pessoas adeptas aos empréstimos “É uma forma de limitar o consumo e fazer com que os beneficiários do crédito, que acabam comprometendo seus salários, consigam arcar com seus pagamentos futuros”, assegurou.

O consultor explicou que o aposentado pagará menores parcelas com a redução do limite do empréstimo. Em compensação, a extensão do prazo resultará em uma dívida maior que o obtido com a antiga regra.

Segundo o especialista, o novo consignado não prejudicará os negócios das financeiras. “O setor financeiro não perde nunca. É o segmento mais privilegiado do país. Eles vão continuar emprestando”, afirmou.

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