R$ 3,4 milhões já foi destinado ao setor primário no Amazonas

O setor primário do Amazonas recebe um maior incentivo, segundo o governo do Estado. Mais de R$ 3,4 milhões em novos investimentos beneficiaram pelo menos 220 pescadores artesanais, produtores rurais e agricultores familiares de 16 municípios do interior durante a pandemia.

Os financiamentos chegaram através da Afeam (Agência de Fomento do Amazonas) para incrementar a produção na zona rural. O município de Anamã (a 165 quilômetros de Manaus) recebeu o maior aporte de recursos –foram R$ 698,5 mil em 51 operações, a maior parte destinada a pescadores artesanais.

A agência ressalta que o crédito governamental vem permitindo a compra de insumos utilizados nas atividades de pesca, entre eles, canoas de alumínio, motores de popa, rabetas, dentre outros itens de primeira necessidade dos pescadores.

“Estamos ampliando o apoio ao setor primário, gerando mais empregos e renda à população ribeirinha”, afirma o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). “O segmento tem grande potencial de crescimento com foco agora nas atividades autossustentáveis”, acrescenta.

O programa de crédito via Afeam tem como alvos principalmente a agricultura familiar, produtores rurais, extrativistas, pesca e ainda trabalhos inseridos nas cadeias produtivas da agricultura e pecuária na região, segundo o diretor-presidente da Afeam, Marcos Vinícius Castro.

“Até o momento, as atividades de pesca representam o maior volume das operações de financiamentos, demonstrando, assim, um potencial que vem atraindo novos investimentos no Amazonas”, salienta Vinícius Castro.

De acordo com o governador Wilson Lima, nem durante a crise na saúde o produtor rural ficou desassistido nas políticas públicas empreendidas pelo Estado, a exemplo de outros setores da vida econômica regional, que receberam suporte financeiro para enfrentar as adversidades causadas pelo novo coronavírus.

“Mantivemos continuamente esses créditos concedidos aos agricultores para não prejudicar a produção rural, que é destinada principalmente ao mercado consumidor de Manaus”, diz Lima.

Hoje, a maior parte dos alimentos que abastecem o mercado da capital vem de fora. Isso porque a atividade agrícola ainda é incipiente para alimentar uma população que se aproxima hoje dos 3 milhões de habitantes.

Mas aos poucos, essa questão começa a ser uma ‘página virada’ no setor primário regional, segundo avalia o presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço. “Observa-se que as políticas públicas priorizam cada vez mais as atividades no campo. Bom para o produtor rural e ainda para a economia do Estado”, diz o gestor.

A mecanização da produção agrícola no Amazonas é outra prioridade, como acontece nos grandes centros produtores das regiões Sudeste e Sul do país. Os agricultores começam a substituir enxadas e terçados por equipamentos mecanizados, dando mais fôlego aos produtores rurais.

De acordo com o governo do Amazonas, os novos implementos no campo representam um incentivo para substituir as velhas práticas agrícolas, como as queimadas, que enfraquecem rapidamente os nutrientes do solo e não rendem muito em termos produtivos.

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