8 de maio de 2021
Divulgação

 O que estamos assistindo no Brasil é uma corrente de alta irresponsabilidade no comportamento da sociedade como um todo. O bom senso, equilíbrio, pragmatismo, responsabilidade e a solidariedade desapareceram nestes meses de pandemia. Quem tem o seu garantido se dedica à política e ao proselitismo do ódio, do ressentimento, da paixão exacerbada, do fanatismo e da cegueira quanto à realidade. O negacionismo encontra terreno fértil nas mais incríveis situações. Duvida-se até de que as mortes e a tragédia que se passa nos hospitais são frutos da pandemia. Quando é muito pela  má compreensão por parte da população,por ignorância ou má fé.

Reformas, nem pensar; a prioridade era o Emergencial, que aumenta o endividamento público. Mas o uso de um mínimo de poder para fazer mal ao país não tem limites, não tem controle nem justificativa plausível. A Justiça do Trabalho, por exemplo, vem expondo o Brasil ao ridículo internacional e se prestado a tornar nosso país um investimento inseguro e ousado. Primeiro, um juiz de Primeira Instância suspendeu as demissões na Ford, que estava fechando suas fábricas, pagando os direitos de seus funcionários. Mais recentemente, um verdadeiro crime de responsabilidade foi cometido por outro magistrado, também de Primeira Instância, que impede a rede de churrascarias Fogo de Chão, sob controle de um fundo norte-americano, de fechar uma de suas unidades no Rio e demitir, com todos os direitos pagos, cem funcionários do ponto desativado, por motivos óbvios. E mais agrava a volta ao trabalho com reparações cômicas, não fosse a tragédia que representa para um país com milhões de desempregados e precisando da confiança dos geradores de empregos. 

Grupos perversos criticam a política em relação à pandemia, mas não apontam os pontos a serem aperfeiçoados. Estados e municípios anunciam compras de vacina, sem exibir contratos e prazo de entrega, o que é urgente para deter a pandemia. O presidente, que tanto prega a volta à normalidade, não arregaça as mangas para obter vacinas, para liberar o setor privado a tentar comprá-las, sem subordinação ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Vamos ter, na semana que vem, o início da vacinação da influenza, e teremos o SUS sobrecarregado com a aplicação de 80 milhões de vacinas, estas disponíveis. Mas, com a presença do setor privado, que corresponde a cerca de 20 milhões de usuários, entre empresas e particulares – os mesmos cuja participação foi negada na pandemia. O Presidente deveria considerar pedidos como dos empresários Hazan e Wizard, que querem vacinar seus colaboradores, como a maioria dos empresários brasileiros. 

A pauta nacional continua a ser o confronto político. Ocupa-se o noticiário com as disputas com vistas a um pleito que ocorrerá daqui a um ano e meio, como se não tivéssemos pela frente a solução da pandemia, da crise econômica com esse endividamento colossal e da desconfiança dos mercados, desde o caso Petrobras a mudança no Banco do Brasil (BB), mais civilizada, mas evidentemente negativa. O trato irreal de alguns preços e desonerações. A tentação da intervenção está latente, e visível na cara do Ministro Paulo Guedes. Não se justifica o governo ter dois instrumentos bancários relevantes, por exemplo,  como é o caso da Caixa Econômica Federal (CEF) e do BB, que em nada contribui para uma economia que se proponha mais aberta e convidativa ao investidor privado. Basta uma, no caso a CEF hoje presente no campo, onde o BB foi importante no passado.

O ambiente para o investimento deveria melhorar. Mas está é piorando! Que pena!

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