Queda terá pouca influência ao consumidor

Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, a taxa média cobrada de consumidores pessoas físicas, que atualmente é de 132,39% ao ano, cairia para 131,87%.
No caso dos juros cobrados das empresas, a média atual, segundo pesquisa da entidade, é 62,15%. Com a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, cairia para 61,77%, de acordo com projeção da Anefac.
A entidade também projeta como ficarão os juros com o corte na Selic por modalidade de crédito. Os juros cobrados pelo comércio, por exemplo, que hoje estão em 100,99% ao ano, cairiam para 100,54% ao ano. Os do cartão de crédito, de 223,21% para 222,51%.
Denis Blum, analista especializado em crédito da Tendências Consultoria, afirma que a queda nos juros ao consumidor desde que a Selic começou a cair, de outubro de 2005 para cá, se deve também ao crescimento das operações nas modalidades de juros menores.
“O financiamento de veículos, por exemplo, que ficou mais acessível e cresceu muito, tem juros menores que os do crédito pessoal. Isso também influenciou, assim como a queda da taxa básica, a redução da taxa média de juros ao consumidor”, afirmou o analista.
A Anefac ressalta, em análise, que de dois anos para cá o BC reduziu a Selic em 41,77%, e a taxa média cobrada dos consumidores teve queda de 6,19% no período.

Novo corte em outubro

Analistas de mercado viram a unanimidade de votos do Copom (Comitê de Política Monetária), como uma porta aberta para a continuidade dos cortes dos juros na próxima reunião, marcada para outubro. “A decisão deve ter um impacto positivo ou mesmo neutro sobre a Bolsa no final de semana. O Banco Central deixou em aberto a possibilidade de um novo corte”, disse Sílvio Campos Neto, economista-chefe do banco Schain.
Economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, tem opinião semelhante, com alguma ressalva.
“O Banco Central deu uma esperança, não foi bem um sinal. Temos que ver o teor da ata da reunião na semana que vem. O fato de ter reduzido os juros não significa necessariamente que vai dar um novo corte da próxima vez”, afirma.
Nas últimas reuniões do Copom, houve um racha entre os integrantes do Comitê. Em junho, o corte de 0,50 ponto percentual foi aprovado por cinco votos a favor e dois pela redução de 0,25 ponto. E em julho, um novo corte de 0,50 ponto foi aprovado por quatro votos a favor e três pelo 0,25 ponto.

Corte adequado

Entidades representativas do comércio consideraram que o Banco Central foi conservador na decisão de cortar em 0,25 ponto percentual a queda da Selic na quarta-feira, mas ressaltam que o momento de turbulência exigia mais prudência por parte do Bacen.
A Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) afirmou que essa, por ser a 18º redução consecutiva no índice “faz com que haja um espaço menor para reduções mais sensíveis”.
“É importante lembrar a decisão do Copom foi tomada em um ambiente econômico internacional mais conturbado, principalmente por conta dos problemas do setor imobiliário americano que ameaçam trazer perdas para várias empresas do setor e para investidores que apostavam na manutenção da valorização de imóveis e hipotecas”, afirmou.
Para a a entidade, internamente, o que impediu um maior corte nos juros foram algumas pressões sobre preços, principalmente de alimentos, que deixam as autoridades monetárias preocupadas.
O presidente da Fecomercio, Abram Szajman, afirmou que a expectativa é que o Copom faça uma “parada técnica” nas quedas, o que fará que a Selic termine o ano ao redor de 11%, pouco acima do que era previsto antes do início da crise imobiliária e de alguns repiques inflacionários sobretudo no IGP-M e nos alimentos.
Alencar Burti, presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), afirmou que “a decisão do Copom é positiva, pois indica que a política de redução das taxas de juros deverá ter continuidade”. “Embora esperássemos uma queda de meio ponto percentual, entendemos as raz

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